
Quadrinho nacional. Você conhece algum? Sim... aquele que você invoque numa roda de discussão sobre quadrinhos? Geralmente, por aí, costuma-se falar mal da HQ nacional. Não estou generalizando. Estou falando do leitor comum. Aquele que pensa que quadrinhos é só X-Men, Homem-Aranha, Batman, Liga da Justiça, Naruto... blá- blá- blá! Esse é o perfil do leitor comum. Aquele que coleciona gibis há anos e só se importa se sua coleção de Vingadores está na ordem. Mas há um outro nicho, que vem crescendo. Mesmo que comendo pelas beiradas. Na verdade, “comendo pelas beiradas” nesse caso é um termo errôneo. O certo é lutando pelo seu cantinho ao sol. Sabemos que o quadrinho nacional sempre sofreu de um preconceito extasiante. E se o quadrinho nacional que ainda chega em bancas sofreu (e ainda sofre) com isso, imagina o alternativo. Alternativo empregamos apenas para falarmos do quadrinho não editado de forma comercial no esquema de editoras grandes. Alternativo em outros termos seriam os quadrinhos “marginais”, pelo menos na minha concepção. É o quadrinho que ousa temáticas que fogem o comum o que lá fora se chama de underground. Não que não se faça o mesmo aqui. Só que estou empregando o termo “alternativo” com outra conotação. Mas voltando ao mote principal... estou falando do quadrinho produzido todo com dinheiro próprio. Os chamados fanzines que por muitas vezes, ganham ares profissionais, o que o eleva a revista. Na verdade, nem importa bem o termo que adotem. Vejo muita gente discutindo isso. Eu prefiro enxergar tudo como quadrinho, afinal, tendo acabamento profissional ou não, não deixa de ser um gibi no fim das contas.
O panorama pode mudar? Podemos fazer a diferença? Claro que sim. Já estamos. Cada nova produção que surge é um tijolo. Esse papo deve ser mais velho que Maomé, mas mesmo com todos os percalços de se manter, não deixa de ser mais uma variante dentro da probabilidade. Sei que o buraco é mais embaixo. Dinheiro ainda dita o quê e como podemos fazer algo. E tirar do próprio bolso quase sempre é um esforço que morre na praia porque o interesse dos leitores esbarra no preconceito em aceitar uma nova bandeira imposta. Sabe aquela “Ah, é nacional? Deve ser ruim”, ou no caso de produções (em sua maioria) em preto & branco vem seguido do (pra mim) já bordão “Ué, nem é colorida”. Isso tudo faz parte de primeiro; ignorância e segundo; o já citado preconceito. Tem gente que nem leu ou passou a vista e só a leve menção de ser nacional já torce o nariz. Isso não é uma regra, mas uma constatação comum. Há pessoas que claro, sabem o que têm em mãos. Ainda lhe damos, verdade seja dita, com o pouco tato que muitos criadores têm na hora de construir suas histórias, mas isso é mais do que aceitável em parte. Afinal, como podem crescer se não há onde desenvolverem experiências? Muita coisa vem mudando, mesmo que sutilmente, em parte, por causa da internet. Muitos criadores acabam trocando idéias e formatando projetos que acabam virando algo positivo como o HQNado, a loja virtual de produções independentes A Bodega, o Quarto Mundo, Nona Arte e possibilitando o conhecimento de trabalhos pelo Brasil todo. Muita coisa já foi feita com essa “unificação”, apesar de ainda haver pessoas que gostam de depreciar o esforço de tantos, o que denota uma completa falta de fé e senso.
Sabemos claro, que o quadrinho nacional ainda está numa via cruzes, mas não quer dizer que será assim sempre. Eu, particularmente, tenho grandes expectativas. Só nesses últimos meses tivemos bons lançamentos. Projeto Continuum, 10 Centavos, Penitente, Depois da Meia-Noite, F.D.P. e isso só pra citar alguns. A tendência- pelo menos é uma estimativa- é que a coisa se mantenha pelo resto do ano, pelo menos se todos os projetos que ouvi falar se concretizarem. Mas sabe como é... sempre acaba acontecendo algo. O importante é que caminhemos sempre rumo ao aperfeiçoamento. Sei que cedo ou tarde vamos atingir a praia desse mar. O oceano pode ser grande, mas a costa não tardará tanto a aparecer no horizonte. Vamos construindo nossa casinha com o lance dos tijolos. Cada um é válido. Esse nosso “mercado marginal” pode ser um caminho sinuoso, mas podemos trilhá-lo. Parece aquele papo positivista? Sei lá. Vejo mais como uma linha natural da coisa. Ainda teremos muitas produções ao longo do ano e nos seguintes. Vamos fazer por onde.
O panorama pode mudar? Podemos fazer a diferença? Claro que sim. Já estamos. Cada nova produção que surge é um tijolo. Esse papo deve ser mais velho que Maomé, mas mesmo com todos os percalços de se manter, não deixa de ser mais uma variante dentro da probabilidade. Sei que o buraco é mais embaixo. Dinheiro ainda dita o quê e como podemos fazer algo. E tirar do próprio bolso quase sempre é um esforço que morre na praia porque o interesse dos leitores esbarra no preconceito em aceitar uma nova bandeira imposta. Sabe aquela “Ah, é nacional? Deve ser ruim”, ou no caso de produções (em sua maioria) em preto & branco vem seguido do (pra mim) já bordão “Ué, nem é colorida”. Isso tudo faz parte de primeiro; ignorância e segundo; o já citado preconceito. Tem gente que nem leu ou passou a vista e só a leve menção de ser nacional já torce o nariz. Isso não é uma regra, mas uma constatação comum. Há pessoas que claro, sabem o que têm em mãos. Ainda lhe damos, verdade seja dita, com o pouco tato que muitos criadores têm na hora de construir suas histórias, mas isso é mais do que aceitável em parte. Afinal, como podem crescer se não há onde desenvolverem experiências? Muita coisa vem mudando, mesmo que sutilmente, em parte, por causa da internet. Muitos criadores acabam trocando idéias e formatando projetos que acabam virando algo positivo como o HQNado, a loja virtual de produções independentes A Bodega, o Quarto Mundo, Nona Arte e possibilitando o conhecimento de trabalhos pelo Brasil todo. Muita coisa já foi feita com essa “unificação”, apesar de ainda haver pessoas que gostam de depreciar o esforço de tantos, o que denota uma completa falta de fé e senso.
Sabemos claro, que o quadrinho nacional ainda está numa via cruzes, mas não quer dizer que será assim sempre. Eu, particularmente, tenho grandes expectativas. Só nesses últimos meses tivemos bons lançamentos. Projeto Continuum, 10 Centavos, Penitente, Depois da Meia-Noite, F.D.P. e isso só pra citar alguns. A tendência- pelo menos é uma estimativa- é que a coisa se mantenha pelo resto do ano, pelo menos se todos os projetos que ouvi falar se concretizarem. Mas sabe como é... sempre acaba acontecendo algo. O importante é que caminhemos sempre rumo ao aperfeiçoamento. Sei que cedo ou tarde vamos atingir a praia desse mar. O oceano pode ser grande, mas a costa não tardará tanto a aparecer no horizonte. Vamos construindo nossa casinha com o lance dos tijolos. Cada um é válido. Esse nosso “mercado marginal” pode ser um caminho sinuoso, mas podemos trilhá-lo. Parece aquele papo positivista? Sei lá. Vejo mais como uma linha natural da coisa. Ainda teremos muitas produções ao longo do ano e nos seguintes. Vamos fazer por onde.
0 comentários:
Postar um comentário