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sábado, 21 de junho de 2008

No chickeiro musical do Lucas Ed

Faala Continuuístas!
Bem sei eu que a seara da música é domínio da primeira (e única) dama deste humilde blog indicado ao HQ Mix deste ano, Srtª Nathália Ehl, mas tomo a libertade de meter também a minha patinha suína neste campo. Então, pra desanuviar um pouquinho o clima pesado deixado por minha última postagem, que tal falarmos de música? De coletânea? De balacobaco e ziriguidum?

O hábito de coletâneas surgiu em mim com mais força há uns anos, quando ganhei de minha falecida avó um gravador duplo deck. Ele só tinha rádio e toca-fitas, ainda que na época já eram populares os sons com CD-Player (e vitrola!). Mas esses mais mudernos (os desejados 4 em 1 - LP, toca-fitas, rádio AM/FM, CD player) eram caros pra burro, de modo que o que bombava mesmo eram as fitinhas K7. Daí que com um gravador duplo deck eu podia: 1) copiar as fitinhas dos outros; 2) ouvir as fitinhas que eu fazia na casa do meu pai, que além de ter um som fuderoso (ainda é até hoje) ainda tinha uma coleção considerável de CD's, dos mais variados gêneros (de Fagner a Kiss, de Queen a Sambas-enredo do Carnaval carioca). Aí, pegando por exemplo uns quatro CD's do Michael Jackson na casa do velho, eu montava uma ou duas fitinhas com as músicas que eu mais gostava; e, por fim 3) eu podia trocar fitas de coletâneas com os outros. Meu velho e bom amigo Gustavo era cliente preferencial! Aprendi a ouvir muita coisa boa com as K7 que ele me gravava. Eram os primórdios das minhas coletâneas!
Com o advento do barateamento dos CD players, bem como o boom do CD pirata, e seguido a estes, da popularização do MP3, as coletâneas tiveram um período considerável de recesso. Pra quê gravar uma fita (ou CD, já começava a ficar acessível) se eu podia simplesmente ter todos os CD's a preços módicos ou fazer uma playlist bacana no Winamp? A prática só teve uma nova sobrevida quando comecei a trabalhar e comprei meu primeiro walkman: dá-lhe fitas K7!
Daí vieram os MP3 players e as coletâneas imutáveis ganharam o limbo de vez.
E elas teriam ficado por lá, na memória (e nas etiquetas das fitas gravadas) se não fosse a chegada do Madruguinha. Para ele ganhei, de um colega de trabalho, um ótimo som automotivo da Pioneer, mas com um porém: apenas rádio FM e CD, sem sequer entrada auxiliar para MP3 Player. Daí foi a hora de invocar de novo o velho hábito: com o acervo considerável de CD's que eu agora tenho, e a praticidade de se baixar um álbum ou mesmo a discografia inteira de um artista, as coletâneas tinham de voltar!
E voltaram, mais fortes do que nunca! Do fim do ano pra cá, já gravei um bom número de "Suíno Collection's", umas boas, outras nem tanto. Mas a verdade é que sempre quis compartilhar essas experiências que resultaram frutíferas, mas nunca que eu lembrava de anotar o nome das músicas antes de gravar, e ficava com preguiça de escrever depois. Mas hoje fiz uma nova coletânea, e me lembrei de tomar nota. Daí, a idéia é compartilhar com vocês essa minha seleção, indicando os álbuns de origem de cada música, para quem quiser se aventurar a replicar o experimento ou vivenciá-lo por conta própria.
Assim, para estrear esta nova sessão, vamos com o Bruxo do Rock brasileiro, Raul "Rock" Seixas!!

Suíno Collection: Raul Seixas

1) Abre-te sésamo
2) Sapato 36
3) Conserve seu medo
4) Negócio é
5) A ilha da fantasia
6) Dá-lhe que dá
7) Movido a álcool
8) Dr. Pacheco
9) Rockixe
10) Super heróis
11) Cachorro urubu
12) A verdade sobre a nostalgia
13) Loteria da Babilônia
14) Eu sou egoísta
15) S.O.S.
16) Para Nóia
17) Soul Tabaroa (por Miriam Batucada)
18) O dia da saudade
19) Eu sou eu, Nicuri é o diabo
20) Eu vou botar pra ferver
21) De cabeça para baixo
22) Eu acho graça (por Sérgio Sampaio)
23) Meu piano
24) Babilina
25) Só pra variar
26) Pastor João e aIgreja Invisível (com Marcelo Nova)
27) Quando acabar o maluco sou eu
28) Canto para minha morte

A idéia por detrás desta longa coletânea (28 músicas! A maior até agora que fiz - do Paralamas do Sucesso - tinha ficado com apenas 24) era limar, tanto quanto fosse possível, as farofas. Por "farofas", entendo aquelas canções mais batidas do artista, como "Rock das Aranhas" ou "Maluco Beleza", por exemplo. Essa inclusive é a tônica da maioria das minhas coletâneas, pois entendo que essas músicas mais populares acabam cansando mais facilmente. Seguindo a esta idéia, sempre procuro colocar canções que eu gosto bastante, e ir montando com elas uma espécie de "todo": quase sempre a ordem das músicas é escolhida de modo a gerar um "começo-meio-fim". Daí começar com "Abre-te sésamo" e terminar com "Quando acabar o maluco sou eu" e "Canto para minha morte".
Sobre os discos: as canções 1 e 25 são do disco "Abre-te sésamo"; 2 e 21 são de "O dia em que a Terra parou"; 3 e 4 são de "Mata Virgem"; 5, 6 e 7 são do álbum "Por quem os sinos dobram"; 8, 17, 20 e 22 são do álbum "A sociedade da Gão-ordem Kavernista apresenta - Sessão das Dez", meu disco favorito; 9 e 11 são do disco "Krig-Ha badaloo"; 10, 13 e 15 são do disco "Gitã"; 12, 15 e 16 são do "Novo Aeon"; 19 e 28 são do "Há dez mil anos atrás"; 19 e 24 são do "O Carimbador Maluco"; a música 23 (uma de minhas prediletas) é do "Metrô linha 743"; as canções 26 e 27 eu não sei de que álbum são, pois tenho-as avulsas no computador.

Curiosidade
: De todas as canções selecionadas, somente a número 17, "Soul Tabaroa" (interpretada por Miriam Batuque) não é sequer de composição do Raulzito, sendo obra de Antônio Carlos e Jocafi. Mas é uma jóia tão preciosa que entrou na coletânea, afinal, a gravação foi produzida pelo Maluco Beleza...

Ufa! Espero que gostem, porque eu tenho curtido!

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