"Foi o pior dia da história dos Vingadores. Atacados por todos os lados por um inimigo desconhecido, eles testemunharam a morte de companheiros, traições e revelações estarrecedoras. O trágico fim de uma era para os Heróis Mais Poderosos da Terra, agora numa edição encadernada inesquecível! O badalado roteirista Brian Michael Bendis (Novos Vingadores, Demolidor) e o aclamado desenhista David Finch (Cavaleiro da Lua) unem-se a um time de pesos pesados da arte seqüencial para narrar uma das mais polêmicas sagas dos Vingadores, que catapultou a equipe para o centro dos acontecimentos do Universo Marvel!"¹Pouca gente sabe mas, antes de ser um DCnauta de primeiro tipo, eu era um Marvelmaníaco. A primeira revista de super heróis que comprei na vida foi uma "Heróis da Tv" (ainda a tenho, um pouco destruída pelos anos e pelas traças). Nessa revista eu me apaixonei. A primeira página tinha uma ilustração belíssima do Thor feita pelo Simmonson, onde se via uma tempestade e a silhueta do deus do trovão. Mas o grande barato nem era a história do asgardiano (salvo engano, o arco com Bill Raio-Beta), mas a história de um supergrupo estranho e que, naquela edição, nem atuava como supergrupo: os Vingadores passavam pelo julgamento de Hank Pym, enquanto a gente descobria que ele vinha sendo manipulado por um tal de Cabeça de Ovo. Por uma boa série de anos, eu só li Vingadores. Caçava as revistinhas do Capitão América (onde as aventuras do grupo eram publicadas) nos sebos, nas bancas de usados. Conheci histórias sensacionais (como a invasão da Mansão pelos Mestres do Terror e todas as conseqüências daquela selvageria, como o coma do Hércules), me diverti horrores com as maluquices de Fera e Magnum e tudo o mais. Era sensacional. Ainda que depois, a imensa rotatividade de heróis inexpressivos pelas fileiras do grupo me fez ter a convicção que os Maiores Heróis da Terra eram, na verdade, o Maior Cabide de Emprego da Terra. Daí decidi ler o supergrupo por excelência: A Liga da Justiça, o que me colocou de vez na DC.
Mas a verdade é que sempre tive muito carinho pelos Vingadores. Ainda que tenha lido muita coisa ruim do grupo, as boas eram realmente memoráveis (poxa, até mesmo a demissão do Homem Areia eu achei duca na época!) e foi com imensa desconfiança que recebi a notícia do lançamento, na gringa, do arco "Avengers Disassemble". Pô, mais um arco para abalar as estruturas e nada mais será como antes? Depois, sabendo que tanta gente ia morrer (e pior, sabendo QUEM ia morrer) tomei menos vontade ainda de ler. Depois acabei me interessando pelos Novos Vingadores surgidos pós-Disassemble (já que a escalação - com Wolverine e Homem Aranha - tirava o ar de cabide de emprego da equipe) e, (re)conquistado pela equipe, quis saber dos eventos de "A queda" mas já era tarde demais. Restava esperar um encadernado.

E ele chegou, senhoras e senhores! Em poucas palavras? Um baita vacilo não ter lido quando saiu. "Vingadores: a queda" é uma história eletrizante, com um ritmo frenético demais para que a gente consiga piscar os olhos (caceta, li 180 páginas em menos de 1h e 1/2!). Mais importante do que as mortes decorrentes do pior dia na vida dos Vingadores é ver as relações entre os membros o suporte que se dão (ou não se dão) quando as coisas vão muito mal. E poutz, temos dois momentos que foram (para mim) de arrepiar a nuca: o sacrifício de um dos vingadores e a chegada de Magneto.
Considerado por muitos o ponto forte de Brian Michael Bendis, os diálogos são, ao mesmo tempo, um grande ponto da HQ e a que mais sofre falhas, infelizmente. A conversa entre Homem de Ferro, Cap. América, Falcão, Jaqueta Amarela e Gavião Arqueiro é sensacional e comovente. Até mesmo o surto da Mulher Hulk é bem escrito. Mas é aqui que Bendis peca: ele conhece suficientemente os medalhões da editora para saber como eles falariam ou agiriam, mas o mesmo não pode se dizer do segundo escalão. E os Vingadores, como eu disse anteriormente, sempre foi um grupo recheado pelo segundo escalão (eles contam com Golias e Vespa entre os fundadores!): quando eles falam na história de Bendis, o leitor da antiga, que conhece esses personagens vai achar estranho. É esquisito (para não dizer incômodo) ver o Falcão agir como um novato, por exemplo, meio que sem saber o que fazer. Ou uma Carol Danvers que não se posiciona com eficiência e, quando o faz, é pelo lado que ninguém esperaria da parte dela.
De qualquer forma, essas coisas incomodam mas não irritam, e a HQ permanece excelente. Mais bacana de tudo é ver, no discurso do Dr Estranho ou na sequência final da história, tantos momentos bacanas que os mais antigos certamente se lembrarão. E, vendo tudo aquilo, é inevitável pensar: "caceta! Isso estava lá desde o princípio!"
Coisa de gênio!
Nota: Mas a verdade é que sempre tive muito carinho pelos Vingadores. Ainda que tenha lido muita coisa ruim do grupo, as boas eram realmente memoráveis (poxa, até mesmo a demissão do Homem Areia eu achei duca na época!) e foi com imensa desconfiança que recebi a notícia do lançamento, na gringa, do arco "Avengers Disassemble". Pô, mais um arco para abalar as estruturas e nada mais será como antes? Depois, sabendo que tanta gente ia morrer (e pior, sabendo QUEM ia morrer) tomei menos vontade ainda de ler. Depois acabei me interessando pelos Novos Vingadores surgidos pós-Disassemble (já que a escalação - com Wolverine e Homem Aranha - tirava o ar de cabide de emprego da equipe) e, (re)conquistado pela equipe, quis saber dos eventos de "A queda" mas já era tarde demais. Restava esperar um encadernado.

E ele chegou, senhoras e senhores! Em poucas palavras? Um baita vacilo não ter lido quando saiu. "Vingadores: a queda" é uma história eletrizante, com um ritmo frenético demais para que a gente consiga piscar os olhos (caceta, li 180 páginas em menos de 1h e 1/2!). Mais importante do que as mortes decorrentes do pior dia na vida dos Vingadores é ver as relações entre os membros o suporte que se dão (ou não se dão) quando as coisas vão muito mal. E poutz, temos dois momentos que foram (para mim) de arrepiar a nuca: o sacrifício de um dos vingadores e a chegada de Magneto.
Considerado por muitos o ponto forte de Brian Michael Bendis, os diálogos são, ao mesmo tempo, um grande ponto da HQ e a que mais sofre falhas, infelizmente. A conversa entre Homem de Ferro, Cap. América, Falcão, Jaqueta Amarela e Gavião Arqueiro é sensacional e comovente. Até mesmo o surto da Mulher Hulk é bem escrito. Mas é aqui que Bendis peca: ele conhece suficientemente os medalhões da editora para saber como eles falariam ou agiriam, mas o mesmo não pode se dizer do segundo escalão. E os Vingadores, como eu disse anteriormente, sempre foi um grupo recheado pelo segundo escalão (eles contam com Golias e Vespa entre os fundadores!): quando eles falam na história de Bendis, o leitor da antiga, que conhece esses personagens vai achar estranho. É esquisito (para não dizer incômodo) ver o Falcão agir como um novato, por exemplo, meio que sem saber o que fazer. Ou uma Carol Danvers que não se posiciona com eficiência e, quando o faz, é pelo lado que ninguém esperaria da parte dela.
De qualquer forma, essas coisas incomodam mas não irritam, e a HQ permanece excelente. Mais bacana de tudo é ver, no discurso do Dr Estranho ou na sequência final da história, tantos momentos bacanas que os mais antigos certamente se lembrarão. E, vendo tudo aquilo, é inevitável pensar: "caceta! Isso estava lá desde o princípio!"
Coisa de gênio!
Vingadores: a queda (encadernado) (Avengers 500-503; Avengers Finale), Editora Panini, Edição especial encadernada, formato americano, 180 páginas, papel LWC, R$ 24,90, distribuição setorizada

5 Oinc's!
(e tem gente que diz que eu só reclamo...)
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¹ Esse trecho foi retirado da descrição oficial do arco, publicada pela Panini.

3 comentários:
Ahhh, cara. Muito bom mesmo. Eu também sou DCNauta de carteira, mas geralmente sigo "equipes criativas" invés de personagens. E quando soube de Brian Bendis no comando de Vingadores, dei uma chance à equipe da Marvel. Eu comprei isso quando saiu no título mensal e continuei comprando depois. Sem dúvidas uma das melhores HQs de equipes já produzida. Deviam deixar o Bendis arrumar os X-Men, que anda um lixo intragável. Se bem que a fase dele em X-Men Ultimate não foi lá muito boa. Mas com as cartas certas, ele poderia sem dúvidas colocar os X-Men no topo novamente de boas HQs. Eles tão sempre no topo das vendas, pq X-Men é X-Men. Vende mais do que água no deserto, mesmo amargando péssimas críticas. Sempre. Taca Bendis acolá que a coisa toma forma!
Muito bom o texto. Quem não com certeza vai querer comprar a sua.
Não é qualquer um que diz que você só reclama, Lucas!! Sou eu quem sempre digo isso!! Hahahahaha!! Mas também você quer o que?? Eu quero mais é ver sempre o meu amigo desfrutando o máximo daquilo que o mundo dos quadrinhos tem a oferecer e estou imensamente feliz que o seu amor pelos Vingadores tenha se renovado!! O super-grupo merece e você também!! Bom saber que você interagem bem nesses dois mundos!! Eu por exemplo sempre fui DCnauta!! Adoro a Marvel, mas ""me vejo na DC""!! É claro que como grande fã da Liga da Justiça sempre flertei com os Vingadores, nada mais natural!! Fiquei tentado em conferir essa história que trata o encadernado na época que saiu pela primeira vez e me questionei se não seria interessante aproveitar esse relançamento agora!! Depois dessa sua resenha super-caprichada, cheia de sentimento, revelando toda a importância e grandeza desse evento, sem estragar nenhuma surpresa, confesso que estou bastante inclinado para comprar essa edição!! Meu velho, me ocorreu até uma idéia para um post futuro seu:: abordar as semelhanças e dessemelhanças das duas maiores equipes de Super-Heróis dos quadrinhos!! Acho que você seria a pessoa ideal para essa tarefa!! Por mais que adore a Liga da Justiça, sempre invejei certas características que considero como mais vantajosas que os Vingadores sempre gozaram!! Ótima resenha!! Me fez viajar em pensamentos!! Parabéns e obrigado também!!
Eu adorei essa história... mais ainda não é o que eu espero de bendis no título dos maiores heróis da marvel!
longe ainda dos clássicos dos personagens, que a própria panini relançou!
Parabéns Xará.
Matéria 10!
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