Aconteceu em Salvador no dia 07 de outubro de 2008 o lançamento do quadrinho Aú, criado pelo cartunista, Flávio Luiz , autor das tiras Rota 66 e Jeb e do quadrinho Jayne Mastodonte, com o qual ganhou o HQ mix em 99.
O Aú é um capoeirista que passa a viver grandes aventuras na cidade de Salvador, sempre ritmado ao som e a magia baiana , com muita capoeira e mandinga. O nome do personagem vem de um conhecido movimento de capoeira.
O álbum, Aú, O capoeirista foi produzido num padrão europeu, com (formato 21 x 29,5 cm, 48 páginas coloridas, papel couché, capa dura, R$ 48,00).
Na onda do lançamento do personagem, no dia 11 de outubro, Flávio Luiz esteve na livraria LDM em Salvador, para um bate papo sobre o lançamento do quadrinho, seu modo de trabalho e a situação do mercado brasileiro de quadrinhos. Acompanharam o Flávio nesse debate o Cartunista Rezende autor da revista Vilões que foi sucesso na década de 80 e criou o personagem O Espinha e sua esposa a Produtora Cultural Lica de Souza.
Na felicidade do sonho realizado o Flávio concedeu uma entrevista, que vocês acompanham agora.
Enorme cartaz no salão da Aliança Francesa.
1º - Quem é Flávio Luiz?
Sou um cara de 43 anos que parece que não deixou de ter 14. Não perdi o olho encantado, inquieto, curioso para o mundo, o que é fundamental para o meu trabalho. Não é se ver infantilizado, mas conservar esse encantamento para as coisas. Alguns dizem que sou um personagem de quadrinhos. E concordo com isto.
2º - Como começou sua paixão pelos quadrinhos e qual é a primeira revista que você lembra-se de ter lido?
Li a primeira revista com três, quatro anos aproximadamente. Meu irmão estava indo comprar acarajé e me carregava no colo quando passamos por uma banca, vi uma revista e então falei: “eu quero!” A revista era a Super X n. 33 com histórias do Namor e Hulk. Desde pequeno coleciono quadrinhos de diferentes tipos, de diferentes épocas, de Chiclete com Banana à Turma da Mônica, passando pela Turma do Pererê, Heróis Marvel e Dc. Gibi Semanal... Comecei a ler a Mad aos oito anos. Esse foi meu primeiro e rico contato com os quadrinhos e desde então não parei mais.
3º - Você já desenhava ou descobriu que poderia desenhar depois que começou a ler quadrinhos?
Comecei a desenhar minhas próprias revistas lá pelos 14 anos, não gostava de imitar, mas gostava de fazer a minha versão de diversos personagens. Versões em quadrinhos de seriados de TV... Fiz meus primeiros quadrinhos com caneta bic azul, papel de caderno. Junto com meu amigo Marcos Queiroz que hoje é um dos melhores Arquitetos que conheço professor, colecionador de trilhas sonoras e também Qaudrinihsta. O meu primeiro trabalho renumerado foi uma revista do colégio UCBA- A REVITA DO UCBALDO IDEIA DO PROF LÉO REIS. Larguei Eng. Civil, fiz administração... Naquela época de infância com 14 anos, minha ingenuidade era tanta, que fiz uma revista em quadrinhos de e super-heróis com o Village People e fiquei todo atrapalhado quando descobri que todos eram gays. Isso pra você ver como eu era ingênuo naquela época!
Uma noite de tantos autógrafos.
4º - Quais são as suas principais influências desde desenhistas, filmes, músicas, o que o Flávio Luiz trouxe do mundo para o seu traço?
Don Martin, Aragonés, Mort Drucker, Jack Davis na revista Mad, Mortadelo e Salaminho, Asterix, Luke Lucky, Will Eisner. Admiro John Byrne, filmes como Contatos Imediatos do 3ª grau, Casablanca, O Poderoso Chefão, a série O homem de seis milhões de dólares, Planeta dos Macacos com Charlton Heston, muito desenho de hanna barbera, missão quase impossível, superdinamo, speed racer (o desenho não esse caleidoscópio doido do filme) dentre outros... De musica, secos e molhados, Belchoir, Família Caymmi, Gilberto Gil, Musica disco, Vangelis, Lionel Richie, Elton Jonh, A-há, JOY DIVISION, new order THE SMITHS, SIMPLE MIND, BRYAN FERRY, SADE trilhas sonoras de filmes... Muita coisa!
5º - Qual é a sua trilha-sonora quando está produzindo?
Para o Aú, Família Caymmi, cantigas de capoeira, TRILHA de 007, Bach...
Para a route 66, U2, NATE KING COLE, FRANK SINATRA, ROY ORBINSON, PERRY COMO! Uma salada!!!
6º - Qual é o seu tipo de quadrinhos preferido? Europeu, japonês, estadunidense ou consegue tirar de todos eles algo proveitoso?
Sou fã dos quadrinhos bem feitos dos Estados Unidos, Europa, Brasil, Japão, depende do que estou querendo ler no momento. Quando quero ler quadrinhos de super-heróis, gosto do John Byrne, quando quero dar risada, leio o Laerte, O Kid Farofa, Mortadelo e Salaminho... São inúmeros.
7º - Alguma preferência para trabalhar em algum destes mercados ou você quer fazer quadrinho brasileiro para eles verem?
Sim, quadrinho brasileiro para eles verem. Posso trabalhar determinado personagem, mas não conseguiria mudar o meu traço para se encaixar no mercado. Tive o prazer de conhecer Sergio Aragonés (criador do Groo) que quando viu meu portfólio, me disse algumas palavras que carrego até hoje: “Olhe, você está trilhando um dos caminhos mais difíceis, porem é um dos mais bonitos, porque você é autor e não apenas um técnico dos quadrinhos. Você pode demorar, mas quando chegar sua vez ,seu lugar ta garantido e , ninguém tira você de lá ”.
Apresentando o Adalton ao Flávio na noite de lançamento do Aú.
8º - Vamos falar das suas viagens. Para onde os quadrinhos lhe levaram e o que aprendeu com isso?
Tudo que tenho de bens materiais devo ao meu trabalho como ilustrador, chargista, cartunista e quadrinhista. Ganhei diversos prêmios, já fui à Europa duas vezes, EUA... Casei e descasei, casei de novo, crio uma filha, enfim dá pra viver do meu talento. Porém repito, tenho mais reconhecimento e respeito profissional além das fronteiras do nosso estado. Lá fora sabem mais do meu trabalho, dos meus personagens, etc... Pediram meu portfólio e autógrafos em algumas filas de autografo em festivais... Essas coisas que massageiam o ego e mostram que apesar de tudo, trilho o meu caminho dignamente. Aprendi que a gente realmente é para aquilo que nasce. No meu caso, Quadrinhos e afins...
9º Após tantos prêmios, algum tem um sabor mais especial? E com quantos anos de trabalho, até ter, ganho o primeiro prêmio?
O HQ MIX DE MELHOR REVISTA INDEPENDENTE COM A JAYNE #1 Pois lutei muito pra conseguir patrocínio e mesmo com um só apoio (minilab) mostrei que tinha um material de qualidade e diferenciado. Comecei a trabalhar desde 83 e participar de salão em 89 e o primeiro premio veio logo nesse ano, mas a coisa começou pra valer em 94 com o primeiro Piracicaba...
10º O que falta para você ainda, trabalhar em mercados como americano, europeu? Você é de nível internacional, com trabalhos até exibidos em sites como da distribuidora DIAMOND, o que falta para o Flávio dá esse passo?
Volto a citar o Aragonés. Não faço a linha mainstream, tipo Jim Lee, Deodato, esses feras. Sou mais da turma do traço cartunesco que está entrando na moda mais recentemente. Tenho feito algumas colaborações como para o Toscomem de BH e Quebra Queixo do Marcelo Campos. Porém até essa galera luta para publicar esse material diferenciado. Tenho feito a minha parte e vamos ver no que vai dar depois que o Aú se tornar mais conhecido!
12º Na França, nós temos o Léo (Luis Eduardo de Oliveira) com seu magnífico Aldebaran, que conseguiu a incrível marca de ficar em primeiro lugar, dos 20 melhores álbuns de BD na França. Você conhece o trabalho do Léo?
Em Angouleme tentei conhecê-lo no stand da sua editora, mas logo naquele ano (2006) ele teve problemas pessoais e não pode comparecer. Gosto do trabalho, mas não tenho nada dele, ainda!
Na LDM já, com camisa do Superman, Eu, Flávio com Camisa do Spirit e Adalton com camisa dos Beatles.
13º É essa sua meta com o Aú? Levar para Europa, com o padrão de qualidade europeu, podendo sentar, pensar e planejar um trabalho com calma, sem a correria “FAST-FOOD” dos americanos?
Exato, porém é uma coisa linkada na outra. Quero fazer sucesso em Salvador também!!! Se conseguir um editor na Europa posso me dar ao luxo de me dedicar apenas a produção de quadrinhos e não me matar pelos “frilas” do mês... Além de ter as viagens e contatos com outros profissionais, etc...
14º Fale sobre sua viagem a São Paulo. Tem prazo para voltar? Vai trabalhar como professor de quadrinhos por lá? Pretende procurar um agente?
Amo São Paulo, pois passava minhas feria de verão, (lá ganhei meu primeiro beijo e até hoje me lembro da menina magrinha com cabelinho chanel que se despediu de mim com um selinho na estação de trem depois de uma viagem pra Mirassol e olha que eu tinha 9 anos. E eu disse pra meu pai.Pai, sou um homem apaixonado!!! Típico Neeeerd!!!!), abdicando das praias daqui e indo pra Santos, Guarujá... Adoro Frio, chuva, neve, trovoada... Ou seja, sou um baiano muito do fajuto, ou melhor, sou um baiano atípico! Porém adoro e respeito essa terra e suas qualidades bem mais do que muita gente que veste fantasia de baiano pra faturar com o carnaval inesgotável que os sustenta. Gosto das ruas e ladeiras do pelourinho e suas historias, gosto da cor, da luz de Salvador, do coração imenso que o baiano tem, dos nossos heróis anônimos e tentei valorizar isso tudo nesse Álbum e nesses personagens.
15º Acreditamos que Rota 66 tem um potencial muito grande para sucesso se vinculado a diversos periódicos Brasil a fora. Você tentou este caminho?
Sim mas hoje em dia esse tipo de veiculação se enfraqueceu. Pretendo reunir em formato livro, tipo toda Mafalda, o melhor dos 3 anos da tira publicada no Correio da Bahia e uns dois meses de inéditas que tenho guardados...
16º A pergunta que não quer calar é: Jab, Aú, Jayne, Rota 66, qual sua criação preferida?
Depende pra quem eu esteja voltado no momento... Mas o Aú e a Rota66 vem mais fácil na hora de criar. Isso sem contar o personagem inédito que espero lançar ainda em 2009!! Surpresa no formato ONE SHOT. Se ele também cair no gosto eu vejo se dá pra me clonar na prancheta,há,há, há!
Flávio Autografando o Aú, e eu de penetra ao fundo. ;-)
17º Porque ao Aú, que foi destinado esse acabamento gráfico? Porque não também aos outros personagens?
Pelo entorno do Aú, ele tem mais o perfil. O Aú meio que existe, a cidade do Aú é Salvador e não um lugar inventado. A rota até que existe, eu sei, mas no caso de tirinhas o forte são os diálogos mais do que a pesquisa entorno, etc . Quem conhece BD, sabe do que eu estou falando. O Aú é como um filme de época com todos os cuidados necessários com os detalhes icnográficos e etc... A Jayne é mais solta e despretensiosa. A rota é como a route 66, mas essa, a minha, atravessa minha alma e não só os EUA.
18º Como foi o processo de criação do Aú? O que levou a criar um capoeirista?
Iconicamente, ele define e representa bem o baiano que posso ser ou que conheço de algum lugar e que existe aos milhares! E não essa caricatura que vem sendo vendida como representante da nossa cultura nos últimos vinte anos, mais ou menos. Baiano também trabalha, gosta de chuva, fica triste, não mija na rua, come pizza e não só muqueca, curte rock, jazz, musica clássica, vai ao cinema, gasta com livros e gibis e, claro, sabe curtir o carnaval como ninguém! O Aú é a tentativa de representar essa Bahia plural, que conheço e valorizo. Baiano não é um Julio Iglesias querendo ser fotografado apenas por um ângulo, de preferência depois do carnaval pra ser exposto num shopping!
19º O que o Flávio anda lendo? Marvel e DC? Mensais? Encadernados? Europeu? Mangás?
Não gosto das revistas mix e costumo comprar as fininhas americanas mesmo. Leio Batman Strikes, Samurai executor, os encadernados PANINI do Jonh Byrne e dos meus heróis favoritos de infância, tipo Avengers, Sgto. Rock, Tanque mal assombrado, Plastic Man... Estou recuperando minha coleção de quando eu tinha 9 anos via mercado livre ,tipo Gabola, Cras,Pererê, Bloquinho, Kid Farofa, A Patota,diversões juvenis...
Encadernados do Will Eisner, do Spirit desenhado pelo Cooke, Alan Moore, Tudo do Hellboy, The Escapist, revistas independentes, os gêmeos Fábio e Gabriel, Fanzines de amigos de Sampa e coisas do pessoal do Quarto Mundo que compro sempre que viajo pra Sampa...
Das européias leio Belladone do Alary, Spirou e Fantasio, Chronique dês imortells, Titeuf, Blacksad...
Alem disso leio livros sobre Paleontologia, período Neolítico, Napoleão, Stephen William Hawking, revistas como superinteresante, bravo, historia viva, made in japan, etc, etc...
Jornais daqui e do sul, por causa das charges também, claro... MUUUITA COISA!
Flávio num momento de descontração.
20º Fale sobre o Messias, criação sua com o Gonçalo Junior. Foi prazeroso este trabalho? Pretende novas parcerias... Ou será o “ Cavaleiro Solitário” dos quadrinhos Baianos?
Foi uma honra, mas vi que é melhor cuidar dos meus projetos sozinho. Sou muito centralizador. Gonçalo é um roteirista genial e espero ter caprichado nos desenhos de um álbum tão definitivo pros quadrinhos nacionais e que concorreu a MELHOR DO ANO mesmo eu, tão fora do circuito realmente fazedor de HQ que é o sul-sudeste.
21º Há um ponto na sua carreira que achei fabuloso, fale-nos sobre a sensação de ter seus trabalhos como parte dos acervos do Museu of Cartoon Art – Boca Raton – Flórida, Gibiteca do Henfil – SP, Word & Pictures Museum – Massachussets.
É a tecla já gasta que tanto bato. Faço mais sucesso fora de Salvador. Foi só mandar minha humilde produção de quadrinhos e currículo que, o pessoal desses lugares todos avaliou e achou que seria digno de figurar na coleção (Para o Boca Raton foi o Sidney Gusman que me fez essa surpresa e levou com ele numa viagem!). Nas vezes que fui para San Diego e Angouleme, foi só apresentar meu portfólio que recebi o crachá de profissional. Aqui pra ter um stand numa mostra de quadrinhos - Anime sei lá, de um colégio (para ajudar a escoar os exemplares que ainda tenho) precisei deixar um exemplar de cada publicação pra ser avaliado por uma comissão de notáveis formada por três caras de 17, 18 anos que nunca haviam ouvido falar de mim, nem do HQMIX nem de Angouleme, nem do UHQ, nem de Sidney Gusman, Jal, Gualberto, Gonçalo Jr. que ficaram de me ligar depois, mas que gostam e fazem quadrinhos e tiveram condição e apoio pra fazer a tal feira, muito louvável por sinal na proposta mas que por não nascerem e sim, estrearem, se acharam no direito de “se achar” tanto sem saber que nem toda estréia é sinônimo de casa cheia! Enfim, recebi uma ligação sendo liberado pra expor e fiz umas caricaturas que me ajudaram a vender alguns exemplares. Detalhe, sem a caricatura, não vendi um! Mas enfim, apesar dessas porradas, a sensação era de que o que faço tem valor e um dia será reconhecido como se deve..será que é agora?
22° Nossa torcida é para que sim! Como foi o processo de concepção do livro “Uma história do Brasil através da Caricatura”?
Recebo o convite e mandei a autorização. Tudo aconteceu por deliberação da editora do Rio e, claro, teve mais repercussão fora daqui! Acharam que minha charge da chegada do corpo do saudoso Ayrton Senna tinha que estar no livro e umas duas outras sobre a copa de 94 e o Real...
Rezende
23º No lançamento do Aú, o que mais se via em seus olhos era a sensação de sonho realizado... O eterno brilho de garoto... Como se sente com esta realidade agora? E o que espera dos lançamentos em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo? Qual é a sua expectativa da recepção dos fãs de quadrinhos?
Sou o homem mais feliz do mundo!! Espero que role uma graninha pra comprar mais gibis! Ha,há,há!
Lica mostrando Jayne Mastodonte 1
24º O capoeirista, como representante da capoeira, sabe da responsabilidade como divulgador da arte. Você, Flávio Luiz, compreende a responsabilidade de estar levando a capoeira como um produto através dos quadrinhos e que pessoas que conhecerão a capoeira através do Aú, possam vir a ter uma visão do que é capoeira através do seu trabalho?
Essa responsabilidade eu resolvi assumir, porque, antes de mais nada, eu resolvi fazer uma coisa com seriedade e muito respeito sem abraçar corrente nenhuma mas respeitoso com todas. Meu personagem está preocupado primeiramente em entreter, contar uma história, mostrar aquilo que vejo, aquilo que respeito. Mostrar que nós temos coisas bacanas além do carnaval, que tem gente que gosta de ler, que faz quadrinhos, que faz MPB de qualidade, não estou preocupado com o lucro e sim com a qualidade e o respeito, Aú não é uma caricatura de baiano que vemos por aí, ele não sai jogando capoeira só pra turista ver, mas se precisar, ele joga, porém quer respeito para com sua historia. Não vou defender esta ou aquela corrente, para exatamente não perder o controle e o comando do meu universo, estou homenageando a capoeira, porque é uma manifestação cultural das mais bonitas, cuja tradição tem que ser respeitada e homenageada não só pelos baianos, mas por todo o povo brasileiro e os que dela sabem e praticam em outros países.
Lica e Flávio Luiz mostrando o projeto do Aú.
Flávio obrigado pela entrevista, sua simpatia é contagiante. O modo apaixonado como ver a vida, como fala de valores importantes, como Família, e amizade, e como sonha, serve-nos de inspiração e força para lutar. Pois passamos a ver que com coragem, determinação podemos realizar todos os nossos sonhos, até os que sonhamos em quadrinhos. Um grande abraço e boa sorte nessa nova jornada.
Esta entrevista só foi possível com a colaboração do amigo Adalton!
Lucas Pimenta.-




6 comentários:
É menino Pimenta, vc leva jeito para crítico literário ou jornalista. Parabéns pela reportagem!
Abraços
Dani
Pena que ao optar por fazer um álbum de qualidade européia, o Flávio Luiz tenha entregue um produto final proibitivo ao mercado brasileiro.
R$45-48,00 para um material desconhecido e vendido lacrado, ao menos para mim, é proibitivo.
Enquanto isso, o excelente "Estórias Gerais" do Sberk e do Colin pode-se encontrar por R$24,00!
Pela qualidade grafica do material, vale os 48 reais. e Não está caro!
Estranho só venderem lacrado. Aqui já vi sem o lacre... e se pedirem para abrir os lacrados, abrem na boa.
Para mim, é um preço salgado tb... Mais fiz esse esforço. Primeiro, pq é um amigo realizando um sonho, segundo, amo a capoeira e amo quadrinhos, e terceiro... pq acreditei que valia a pena... e valeu!
Em tempo: Estórias gerais é realmente sensacional!
Abração Xará!
Olá me chamo Elismar Pinto sou estudante de jornalismo e estou escrevendo um livro reportagem perfil como trabalho de conclusão de curso. O tema é Ícones do cartum na Bahia. E para isso selecionei dois dos grandes mestres do Cartum baiano um deles é Flávio Luiz e o outro é o Nildão ambos dispensam apresentações. Neste trabalho pretendo tornar evidente (ainda mais) os seus respectivos trabalhos, estilo, inspiração, perfil e suscitar uma discursão sobre o humor gráfico na Bahia e o seu poder ideológico.
Gostaria de saber se posso usar a sua entrevista como fonte de citação direta em meu livro? Se a resposta for positiva, por favor me responda o mais breve possível. Desde já agradeço.
elismarpinto@yahoo.com.br
Tel:8836-4564
Te mandei um e-mail Elismar.
Boa sorte no seu trabalho.
Abraços
Caro Lucas
Preciso falar com Lica de Souza sobre um projeto aqui em Salvador. Você tem o contato dela ou de Flávio Luiz em São Paulo?
Obrigado pela ajuda
Um abraço
Nivaldo Lariú
lariu@terra.com.br
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