Compare Produtos, Lojas e Preços

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Acervo HQ- Parceria entre os sites Nona Arte e Quadrinho.Com

O site HQ Maniacs noticiou algo interessante. O site e quadrinhos online Nona Arte vai firmar um acordo com o portal Quadrinho.Com para criar um site com acervos de quadrinhos, que passará a comportar o acervo em PDF do Nona Arte, que mantém o maior número de HQs online em PDF em língua portuguesa. A parceria funciona da seguinte forma, com o Quadrinho.Com servindo de hospedagem e cuidando da manutenção enquanto o Nona Arte continuará a disponibilizar as HQs online como editora virtual. O site dará ao cadastrado a oportunidade de baixar HQs e de enviar também, e ele será reformulado para que possa abrigar serviços como trabalhos comerciais e prestações de serviço. O endereço é esse http://www.acervohq.com.br/ e logo ele estará ON para funcionamento pleno.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Penitente#01 já pode ser pedido


Lorde Lobo diz em seu flog que a revista do Penitente, seu personagem zumbi barra pesada, já está disponível para vendas (na verdade, já houve uma pré-venda) e a revista também está impressa pronta para chegar nas suas mãos. Vou reproduzir aqui um texto do próprio flog do editor:

"Então, meus amigos, enfim lhes trago a boa notícia! A revista número 1 do Penitente já está aqui comigo! Já nesta próxima segunda-feira (28/01) começo a enviar os exemplares de quem fez a pré-compra! No sistema de pré-venda eu não estava cobrando a taxa de envio. E manterei este esquema para os próximos 100 compradores! Desta forma, a revista sai por meros R$ 4,00! Vale lembrar que Penitente#1 tem 20 páginas (4 das capas + 16 do miolo), é totalmente colorida e tem formato americano. Interessados devem enviar o dinheiro camuflado em carta (ainda não disponibilizo conta bancária para depósito, mas em breve pretendo resolver isso) para o seguinte endereço: - A/C Lorde Lobo - Rua Sport Club Rio Grande, 56 - Vila São Paulo - Rio Grande / RS - CEP 96202-320 "

É isso aí. Agora é só entrar em contato com meu amigo gaúcho e pedir seu exemplar. Pode apostar que o gibi está ótimo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Em 2008 eu quero um PS3 (Ou um xbox 360 ;^)

Putz, taí um motivo simples para eu querer mudar de video game este ano uhehehehe.



God of What? Conan ruleia.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Mais Antologia Chiclete com Banana

A quarta edição da Antologia Chiclete com Banana (48 páginas, 7,90), publicada numa parceria entre a Devir e a Nova Sampa, está nas bancas. Além de continuar com a seleção do ótimo material da revista original, esse número traz como brinde um pôster colorido dos Skrotinhos. Em destaque, a HQ O Triste Fim do Peru de Policarpo, de Angeli; Deu a Louca no Dirceu, por Glauco e Angeli; Bob Cuspe; tiras da Rê Bordosa; Rhalah Rikota; Meia Oito; a HQ Colors, de Laerte e Angeli; Los Tres Amigos; as tradicionais fotonovelas e mais.Momentos impagáveis com o melhor do humor em quadrinhos nacionais. Vale ver - ou rever.



Texto do site Universo HQ

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Cartunistas para brasileiros para coletânea

Essa notícia veio direto do site HQManiacs. Segue ela a seguir:

"O cartunista Léo Valença, em parceria com o portal Brazil Cartoon e uma editora especializada em livros ecológicos, está promovendo uma seleção de cartuns que serão futuramente publicados em uma coletânea cujo tema será o aquecimento global. O concurso visa selecionar 25 trabalhos inéditos de autores brasileiros, inscritos no portal, nas categorias cartum, charge e tira de quadrinhos (exceto caricaturas). Cada participante só poderá inscrever um trabalho em uma das categorias, até o dia 31 de janeiro de 2008. Somente serão aceitos trabalhos digitais, em alta resolução, em cores, com tamanho máximo de 2 MB para cada cartum. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para leovalencarj@gmail.com.
Acompanhando os trabalhos, os participantes deverão enviar os seguintes dados:
- nome completo e nome artístico;
- endereço;
- website;
- currículo sintético;
- título da obra.
A coletânea, de acordo com Valença, busca criar um encontro de cartunistas em torno da questão do aquecimento global, onde os mesmos terão a oportunidade de expressar suas idéias através do humor gráfico em relação ao tema proposto".

Top! Top! em nova edição com Márcio Baraldi


De acordo com o site Universo HQ, a nova edição do fanzine Top! Top! vem com o cartunista Márcio Baraldi como destaque. Márcio é o criador Roko-Loko e Adrina- Lina. Um entrevista completa pode ser conferida nesta edição. Há também um balanço da editora de Henrique Magalhães, Marca de Fantasia, da qual sai o fanzine Top!, fala sobre lançamentos da área, premiações e etc. Em outro artigo, a produção fala sobre o cenário pernambucano, com destaque para o F.D.P. de Leonardo Santana. Há ainda quadrinhos de Edgard Guimarães (editor do ótimo QI), resenha de publicações independentes e opinião dos leitores. Maiores informações AQUI.

A morte pede carona: Heath Ledger


Aviso aos navegantes: É sempre assim, mas convém ressaltar para algum desavisado que por aí possa estar: o seguinte post representa minha opinião pessoal, o que quer dizer que não representa a opinião do site (Blog Continuum) ou do fanzine (Projeto Continuum).

A notícia:
Protagonista de 'O Segredo de Brokeback Mountain' é encontrado morto em Nova York

NOVA YORK, EUA (AFP) - O ator australiano Heath Ledger, de 28 anos, um dos protagonistas do filme "O segredo de Brokeback Mountain", foi encontrado morto no apartamento onde morava, no Soho, em Nova York, informou a polícia local nesta terça-feira.

"Heath Ledger foi encontrado morto esta tarde, às 15h26 hora de Nova York (18h26 de Brasília), no 421 da Broome Street", disse uma porta-voz da polícia, acrescentando que ainda não se sabe a causa da morte.

A polícia anunciou que o corpo de Ledger foi encontrado no quarto pela empregada, que chamou as autoridades imediatamente. De acordo com o site TMZ, especializado em cinema, não se trataria de um crime.

O departamento de polícia de Nova York informou que os médicos legistas investigam "para determinar as causas do falecimento", com uma autópsia prevista para esta quarta-feira, mas a família de Ledger afirmou que a morte foi "acidental".

"Nós, a família de Heath, podemos confirmar a morte acidental, trágica e prematura de nosso amado filho, irmão e pai de Matilda", afirmou o pai do ator, Kim Ledger, ao ler um comunicado na casa da família em Perth, Austrália.

Em Nova York, o vice-comissário de polícia da cidade, Paul Browne, explicou à imprensa que uma empregada e uma massagista encontraram o corpo do ator de 28 anos, que interpretou o papel de Ennis del Mar no western gay "O Segredo de Brokeback Mountain".

"Esperaram para que saísse do quarto. Como não apareceu, foram ver e encontraram seu corpo aos pés da cama", disse Browne.

"Havia medicamentos controlados, incluindo soníferos, que foram retirados do apartamento. A informação que estavam espalhados ao redor do corpo é falsa", acrescentou Browne.

O jornal "The New York Times" já havia informado que não se tratava de um crime, mas de suicídio ou "overdose acidental".

Fonte: Yahoo! Notícias




Então, eis que morre mais uma celebridade de nosso tempo. Reduzindo as coisas, morre mais uma pessoa, e independe se morre um artista, um jogador de futebol, o papa ou o Zé, verdureiro da esquina.
O que quero dizer é que, a despeito de toda comoção que gera (de minha opinião, muitas vezes falsa e exagerada), o mundo não para. Ao redor do globo, olhos e mais olhos vasculham páginas de jornais e sites e internet atrás de notícias, de teorias, de especulações acerca de uma morte tão repentina e, dirão alguns, prematura.
Como este é um post meio Jorge Kajuru (ou seja, trata-se única e exclusivamente da minha polêmica opinião) vamos rebater o que se tem dito por aí, já que o que é fato, é fato e, como diz uma máxima do Direito, não permite argumentação.

Boato 1: Suicídio Vs Morte acidental
O fato é que Ledger morreu em decorrência de pílulas para dormir, e a discussão que cabe é: ele sofreu uma overdose acidental ou proposital?
Eu acho que pouco importa. Sendo acidental, acho lamentável, mas não menos lamentável do que todas as pessoas que morreram em acidentes nas rodovias de Minas neste ano (falo só deste ano) ou de todas as companheiras e ex-companheiras mortas por seus "amantes" deste o fim de 2007 até ontem em Belo Horizonte (tem havido quase que um caso à cada duas semanas).
Doutro ponto, sendo suicídio, muitos pleitearão que o ator foi um covarde por tomar essa saída para seus problemas, mesmo que quem argumente tal coisa não faça a menor idéia de quais problemas sejam esses. Ora, sejamos justos: é muito fácil chamar de covarde outra pessoa, dizer para ele ter força e peitar seus problemas quando... a gente nem faz idéia do tamanho do dragão que o indivíduo enfrenta. Como estudante de Psicologia e particularmente interessado na questão do suicídio, digo uma coisa: o sofrimento psíquico de alguém nunca será entendido por outro, seja o quão próximo for do padecente. Ponto. E como diria Adoniran Barbosa: "(...)Quem sabe de mim é meu violão(...)" ou, em Djavan: "(...)Só eu sei as esquinas em que passei (...)".

Boato 2: O Coringa matou Heath Ledger
Esse boato parte, creio eu, de uma entrevista que o ator deu ao New York Times falando sobre a tarefa de interpretar o maior inimigo do Homem Morcego. Ele dizia mais ou menos assim:

"que o processo de criação e vivência do seu personagem é tão intenso que a sua cabeça fica matutando a mil por hora e que nas últimas semanas ele tem dificuldades pra dormir. Também mantém um diário onde escreve coisas sob a perspectiva do Coringa... Coisas como achar a AIDS engraçada e outros tipos de maluquices"

As incautos, aviso: Ledger já havia encerrado sua participação em "Batman o Cavaleiro das Trevas" e já estava empenhado em outra película. Ah, mas pode ser que ainda estivesse "sob efeito" do Coringa. Ah... Tá, vou dizer que pode pra poder continuar o raciocínio. Poxa, será que só eu vejo o potencial que tem um ator mainstream, indicado ao Oscar, ganhador do Globo de Ouro morrer por "dedicação excessiva" ao personagem? Minha gente, não sejamos ingênuos. Uma coisa dessa tem potencial pra: 1) transformar os filmes de Ledger, mesmo os medianos, em clássicos absolutos (vide James Dean); 2) Fazer com que Batman TDK obtenha a maior bilheteria de abertura do ano e quiçá da história; 3) até servir de argumento para instalar comoção nos roteiristas em greve e amolecer o movimento reinvidicatório!
Ou seja: o boato é tão útil administrativamente (e em matéria de marketing) que eu custo a crê-lo como verdade. sabe como é: quando a esmola é demais...

Boato 3: A maldição do Corvo
Eu sinceramente creio que trata-se de uma piada, mas, não custa.
Muita gente vem dizendo que, dadas as similaridades, sobretudo no que tange a maquiagem, Ledger tenha sofrido de destino similar ao que tomou a vida de Brandon Lee quando este se dedicava ao papel de Corvo no filme homônimo (caso alguém não saiba ou não se lembre, Brandon morreu nas filmagens, ao ser atingido por uma bala real - que deveria ser de festim).
Vamos lá: há similaridades entre as duas maquiagens? Sim, como se pode ver na imagem abaixo:Mas vejamos outras duas imagens:

O Corvo em meio aos componentes da banda de rock mundialmente famosa Kiss. Percebe donde saiu uma clara influência para a maquiagem? Além disso, na história do filme, a maquiagem que o Corvo faz em si refere-se a um palhaço das trevas. Ou seja: é a maquiagem do Corvo que parece com a do Coringa, e não o contrário...

Doutro ponto, acho a maquiagem de Ledger como Coringa muito mais parecida com a de outro ator (também ligado à filmografia do Homem Morcego), em outro personagem. Me refiro a Michael Keaton, em sua interpretação do fantasma sacana Beetlejuice, de os fantasmas se divertem:
Resumindo, para mim a maldição é totalmente boato. Primeiro, porque, como diria o Pica Pau, "voodoo é pra jacu" e mesmo a maldição do Superman (falo dela outro dia) era balela. E também porque a maquiagem do Coringa de Ledger parece-se muito mais com a do Beetlejuice de Michael Keaton do que a do derradeiro personagem de Brandon Lee. Ainda, pesa o fato de que todos os intérpretes posteriores do Corvo (salvo engano foram mais dois filmes e um seriado) estão aí, vivinhos da silva. Vai me dizer que a maldição é seletiva?

Concluindo

Como disse lá no começo, é uma pena, um fato lamentável que mais uma vida tenha se perdido. Entretanto, este é o custo de se estar vivo! Como dizia num Final Fantasy que joguei há anos, "tudo o que vive, morre". Morrer é a sina do que se vive, é inevitável.
Espalhar besteiras na net, do contrário...

Que descanse em paz, Heath Ledger.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Novo site de HQs nacionais on line

A internet brasileira conta com um novo site voltado à divulgação online de revistas em quadrinhos nacionais. A iniciativa para criar o SuperHQ é de Daniel Vardi. Para conhecer, visite http://www.superhq.com.br/. A proposta é divulgar e valorizar os quadrinhos nacionais. Vardi procura personagens autorais, criações brasileiras, de temas como super-heróis, aventura, ficção, fantasia ou terror. As revistas são disponibilizadas gratuitamente no site, se o leitor quiser, pode voluntariamente pagar a quantia que achar adequada, através de depósito bancário. O dinheiro será dividido entre autores (70% do valor) e o site (30%).“Cansei de esperar as médias e grandes editoras investirem nos quadrinhos nacionais. Possuo uma pequena editora, mas com a fusão das duas maiores distribuidoras de bancas do Brasil (Dinap e Fernando Chinaglia), percebi que a situação ficaria ainda pior para as publicações brasileiras. Então decidi usar uma nova tendência de distribuição pela internet, onde o leitor paga quanto quiser e se quiser”, explica Vardi.Já há quatro HQs disponíveis para leitura no SuperHQ. Tristão narra a história de um herói marcado pela morte de sua amada; armado com uma espada, busca justiça e vingança. O texto é de Estevão Ribeiro, com arte de Amauri Ploteixa. Paladino é uma história curta, de seis páginas, com personagens criados pelo próprio Vardi. O texto e a arte são de Joseph Bernardino Benitez Paiva. A história mostra as vidas de três amigos, tragicamente alteradas quando eles encontram armas indestrutíveis. Irmãos de Sangue, com roteiro de Fábio Ramos e desenhos de Carlos Brandino, narra em 20 páginas a trajetória de um jovem destinado a se tornar um grande guerreiro.Por fim, o divertido Homem-Grilo, criação de Cadu Simões, se encontra com personagens inspirados nos colaboradores do site Os Melhores do Mundo, uma mistura muito estranha. A história tem 10 páginas, com roteiro e arte de Vini. A intenção de Vardi é colocar pelo menos uma revista nova a cada dia (exceto fins de semana e feriados).


Retirado do site HQManiacs

Semana do quadrinho em São Paulo


No dia 30 de janeiro, comemora-se o Dia Nacional do Quadrinho. Para marcar a data, começa hoje, dia 22 de janeiro, e prossegue até o dia 31 a Semana dos Quadrinhos, evento com palestras, oficinas, exposições e lançamentos relacionados.O evento, com entrada franca, acontece no Centro Cultural da Juventude, que fica na Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha (próximo ao terminal de ônibus de Vila Nova Cachoeirinha).No dia 31, às 19 horas, será lançado o livro O Pagador de Promessas, de Eloar Guazzelli. A obra é uma quadrinização da peça homônima de Dias Gomes. Durante toda a semana, estarão expostos trabalhos sobre a cidade de São Paulo, criados por cartunistas renomados como Laerte, Lourenço Mutarelli e Paulo Caruso. Os professores Gazy Andraus e Nobuiochi Chinen ministram duas oficinas: Quadrinhos Alternativos e Quadrinhos na Internet. A primeira aborda o panorama histórico da arte-seqüencial (HQs), os gêneros, os estilos e os principais autores, além dos fanzines e das revistas independentes no Brasil e no mundo. São 15 vagas, com aulas nos dias 23, 24, 25 e 30, às 14 horas.Já a oficina de Quadrinhos e Internet traz projeção de imagens e apresentação de álbuns, livros, revistas e sites de quadrinhos, possibilitando o reconhecimento teórico das nomenclaturas técnicas empregadas em HQs. São 28 vagas, com aulas nos dias 23, 24, 30 e 31, às 18 horas.No dia 22, às 19 horas, o cartunista Spacca apresenta a palestra Literatura em Quadrinhos. No dia 26, às 15 horas, o jornalista Paulo Ramos fala sobre Mercado de Quadrinhos no Brasil, abordando as potencialidades e dificuldades encontradas no mercado editorial nacional. Sonia Luyten ministra a palestra do dia seguinte, 27 de janeiro às 15 horas, falando sobre O Mundo dos Mangás. A Evolução dos Quadrinhos no Brasil é a palestra do escritor Roberto Elísio no dia 30, às 19 horas. Por fim, Gual encerra a programação, com a palestra Humor Gráfico e Quadrinhos no Brasil, dia 31, às 19 horas.


Retirado do site HQManiacs

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Henfil- Filho do Brasil

Amanhã (22/01) será lançado o álbum Henfil- Filho do Brasil, uma justa homenagem editada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo a um dos maiores cartunistas do Brasil, Henfil. Na publicação haverá um histórico das obras do cartunista e sua vida, além de matérias e depoimentos de nomes como Laerte, Jaguar, Paulo Caruso e muitos outros. O álbum será distribuído gratuitamente entre os associados do Sindicato de Jornalistas, na faculdade de Jornalismo, empresas e órgãos da área de comunicação. O lançamento será na Livraria HQMix (São Paulo) às 19:30.

domingo, 20 de janeiro de 2008

"Às vezes você esquece o que eu finjo esquecer..."

Assim como o cinema contemporâneo, eu tenho pensado em trilogias.
"A sociedade do Anel", "As Duas Torres", "O retorno do Rei". "X-men 1", "X2", "X-men 3, a batalha final".

Trilogias.

Podemos então fazer uma trilogia de minhas últimas postagens. Para tanto, vamos recaptular o que eu "andei dizendo":

1) No primeiro post falei de minha separação litigiosa dos quadrinhos mensais;

2) No segundo post, falei que uma opção seriam os especiais e encadernados. Entretanto, por safadezas editoriais de cunho internacional, era melhor manter abertos mesmo os dois olhos;

3) Nesta terceira postagem, acho que é hora de apontar um rumo.

Mas... Qual rumo? Oras meu chapa, que pergunta besta! Por um acaso, dentro de uma capela católica você se pergunta se deve rezar pra Jesus ou pra Oxalá? Ou, tendo um Playstation em casa, você cogita alugar um cartucho de Super Nes?
O que quero dizer é que o blog Continuum é um porto seguro dos quadrinhos nacionais. Logo, qual solução melhor?

Tendo um pouco de habilidade e tirocínio, pode-se achar na net quadrinhos nacionais gratuitos MUITO bons. Alguns, inclusive, chegam a deixar muito material gringo chorando e rangendo dentes. Malvados, do André Dahmer, por exemplo.

Mas eu sou um cara legal. Você pode até não achar, mas eu sou. Então, pra você não ter que ficar por aí garimpando, vou te dar uma dica de um quadrinho bacana, exótico, diferente e nem tão conhecido assim. Estou falando das "Aventuras de Quepe, o detetive samambaiense"!

Criação de Amósis Paulo, ou só Amósis, ou Amer, ou DK, ou "Rei de todo o Universo" (rá-rá-rá), as aventuras do Detetive Quepe fogem muito daquilo que estamos acostumados a ver por aí. A arte não parece, nem de longe, com os grandes que atualmente bombam nas pistas: nada de gostosas a lá Ed Bennes, ou musculosos estranhos à moda Deodato. Há alguma influência (pequena) evidente de mangás e animes, sobretudo o incensado Cowboy Beebop.
Do contrário, a arte lembra Beatles. Sim. Aquele quarteto inglês de rapazes com cabelo tijelinha. Mais especificamente, me lembra "Yellow Submarine": é bastante psicodélica, com uma nova apropriação das conhecidas onomatopéias. Elas agora são parte da imagem, tão intrisecamente ligadas que, muitas vezes, você sequer dará conta consciente da presença delas. O enquadramento seque um ritmo próprio, caótico, meio Crump meio enquadramento nenhum. Em resumo? Algo muito diferente do que você (ou eu) estamos acostumados.
Não vou dizer do roteiro. A HQ é gratuita e você não perde nada lendo-a e tirando suas próprias conclusões. Só lhe aviso, de uma vez, que se você procura algo reflexivo como Sandman ou ácido como Malvados, corra atrás dos originais. "Detetive Quepe" é simples, honesto, ingênuo até. Da mesma forma que eram aqueles filmes de aventura que a gente costumava ver na Sessão da Tarde, e as trilogias do cinema não fazem mais...

Para ler o primeiro número das "Aventuras de Quepe, o detetive samambaiense", clique aqui.
Para ler a primeira parte do segundo número, o clique deve ser dado aqui (eu aconselho a não tirar conclusões só tendo lido o número 1. Não vale a pena.)

Agora, se você não lembra, não sabe do que eu estou falando ou andou hibernando nos últimos setenta anos (o que acontece muito), veja abaixo um trechinho do filme: "Yellow Submarine" dos Besouros de Liverpool.


sábado, 19 de janeiro de 2008

"Ele tá engrossando/Eu tou saindo..." parte II

Pois então.
Post passado (até fiz uma horinha antes de começar a escrever este, pra ver se ele "passava" mais) abordei a questão do meu divórcio dos gibis mensais (exceto a PiXel magazine, vamos repetir mais uma vez). Decidi então me concentrar em séries fechadas (sobretudo aquelas que eu já estou adquirindo: "Sete Soldados da Vitória", "Guerra Civil", "52" e "Justiça") e especiais/encadernados.
Ontem passei na banca no intento de começar essa minha nova vida.
Já de cara me deparei com o penúltimo número de Sete Soldados (lembrando que, aqui em Belo Horizonte também sofremos os efeitos da onda de antimatéria, digo, da distribuição setorizada), o último número de Guerra Civil, o folhetinho "Preview PiXel 2008". Além destes, o encadernado "E de Extinção" dos X-men, com Grant Morrisson nos roteiros e Frank Quitely nos desenhos e, mais, a edição #62 de Liga da Justiça, que, tendo uma história escrita por Dan Slott (Mulher Hulk) me fez trair minha auto-promessa.
Façamos então o review de duas dessas aquisições ("E de Extinção" e "Guerra Civil #7"), já que tivemos neste caso duas sacanagens por parte da Panini e uma por parte da Marvel mesmo.

Guerra Civil #7 (mini-série em sete edições, de Mark Millar - roteiros; Steve McNiven - arte. Panini Comics, R$ 4,90, 32 páginas).
Chegamos ao número conclusivo da mini-série que aablou o universo Marvel na última semana. A capa (que vcs podem ver ao lado, gentilmente afanada da Comic Shop virtual Banca 2000) é forte: Capitão América e Homem de Ferro, os braços fortes dos dois lados da guerra num confronto final. O miolo? Nhé...
Desde seu espetacular início, Guerra Civil vinha decaindo de qualidade a olhos vistos, tendo alguns números chegado à nível de constrangedores. Uma pena, visto que a premissa era incrível.
A solução que Millar escolhe para resolver o conflito entre Steve Rogers e Tony Stark que enquadra bem no que eu disse: constrangedor, vergonhoso, covarde. Valha-me Santo Ângelo Agostini: foi uma das coisas mais broxantes que já li. E aqui cabe a sacanagem da Marvel que citei acima: permitir que Mark Millar, mesmo sendo quem é dentro da Casa das Idéias, tomasse uma solução tão imbecil para o conflito que criou. Faltou certamente coragem ao homem por trás da Guerra. Como pontos fortes da edição, alguns diálogos (como Bishop versus Cap. América e Homem Aranha Vs Sr. Fantástico) e a briga entre o Thor andróide (hei! Esse Stark não aprendeu nada?) e o leão do Olimpo, Hércules.
Ah, como eu ia sendo injusto: o grande ponto forte da série foi, sem sombra de dúvidas, a bela arte de Steve McNiven. Pena que, no meio desta última edição uma estranha troca de arte-finalistas (sai o competente Dexter Vines e entram John Dell e Tim Townsend) tenha descaracterizado um pouco o bom trabalho do desenhista.

Ah de novo, quase me esquecia de contar a primeira sacanagem da Panini: será que eles pensaram que ninguém perceberia o aumento descabido de R$ 1,00 nesta última edição? Alô Panini! O valor é baixo mas a canalhice é grossa! Uma mini-série em sete partes, sendo as seis primeiras a R$ 3,90 e a última, a conclusão da saga R$ 4,90? Vai dizer que o petróleo aumentou? Aqui em BHCity têm acontecido o contrário, viu?


Novos X-Men: E de Extinção
(edição especial, de Grant Morrisson - roteiros; Frank Quitely, Ethan van Sciver e Igor Kordey - arte. Panini Comics, R$ 25,90, 204 páginas).
Desde muito tempo eu estava afim de ler o arco de Grant Morrisson à frente dos mutantes da Marvel. Responsável por mudanças significativas (como a retirada dos colantes coloridos - com uma ótima justificativa; o surgimento de Cassandra Nova, irmã gêmea de Xavier; a entrada de Emma Frost para o grupo e o conceito de mutações secundárias) julguei que valia a leitura, sobretudo por contar com a incrível arte de Frank Quitely, que admito desde "Liga da Justiça: Terra Dois" (escrita pelo mesmo Morrisson). Como desde a linha Premium da Ed. Abril eu não acompanhava os mutantes, acabei não tomando ciência quando o arco saiu originalmente em Terras Brasilis, mas dei graças a Santo Ângelo Agostini quando a Panini anunciou o encadernado. Foi então, por conta disso que, apesar do preço salgado (uch! a Panini deve achar que eu sou traficante pra ter tanta grana!) resolvi botar na sacola. Se me arrependi? Não digo que sim nem que não, mas explico o porque.
Eu particularmente sou contra esses retcons do arco da velha e de justificativa cronologicamente difícil de engolir, como o surgimento de uma irmã gêmea, ultra poderosa, para Charles Xavier. Penso que ela seria uma vilã interessante mesmo sem esse recurso forçado, ainda mais quando ele se apoia numa tentativa de homicídio intra-uterina por parte do Professor X. Fazendo vista grossa a isto, caímos numa história padrão Morrisson de qualidade. Bons diálogos, emoções à flor da pele e uma caracterização dos personagens eficiente como poucos roteiristas sabem fazer (Millar deveria tomar umas lições com o escocês careca). A história é confusa mas até me agrada, com algumas coisas acontecendo sem grandes explicações (como as mutações secundárias), do jeitinho que acontece na vida real. Há outras coisas que eu não sei simplesmente por não acompanhar as revistas mutantes (como o período que Ciclope passou em poder de Apocalipse. Suponho que foi quando ele esteve "morto"). De resto a história segue com uma qualidade superior à das mensais atualmente em publicação (bem, poucas coisas seriam inferiores).
Entretanto, vem aqui a segunda sacanagem da Panini: esse encadernado não tem pé nem cabeça! Sim, ele começa quando Morrisson assume o título mas... Ele termina num ponto qualquer, aparentemente escolhido de forma aleatória e que deixa o leitor num suspense que... Só Will Eisner sabe quando será dissolvido! Pô, Panini! Será que há alguém disponível para explicar pra nós porque o encadernado termina no ponto onde termina? Investindo em metáforas sexuais ¹, se Guerra Civil #7 foi broxante, o encadernado "E de Extinção" foi como uma ejaculação precoce. Quando a coisa tá ficando boa, é interrompida, sem mais nem porquê, antes do melhor da festa. Uff.

Será que eu terei de reconsiderar mesmo a minha aquisição de mini-séries e especiais? Inclusive aqueles sobre os quais já me informei anteriormente e quero ler? Tá osso, viu?



Nota Suína

¹ "(...) Isso explica porque o sexo é assunto popular (...)" Zé Ramalho. Não posso evitar, minha gente. Flerto fortemente com a psicanálise e o sexo como foro universal de todas as coisas proposto pelo velho Freud...


"Ele tá engrossando/Eu tou saindo..."

Começo este post, um review, mandando um de meus poetas de língua portuguesa favorito às favas: Fernando Pessoa estava redondamente enganado, mais que bola de boliche, quando disse que "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"¹.
Decidi começar um processo de afastamento dos quadrinhos mensais. Início deste mês, quando comprei as revistas mensais que normalmente compro ("Novos Titãs", "Marvel action", "Avante, Vingadores", "Novos Vingadores", "Liga da Justiça", "Superman e Batman", "Universo DC", "Melhores do Mundo"; "Pixel Magazine") constatei o que, há tempos, eu já sabia mas me recusava a acreditar: exceto pela PiXel Magazine, eu estava jogando dinheiro fora. As revistas citadas não estão vivendo fases medíocres: são fases péssimas mesmo, quase que com "P" maiúsculo e sem qualquer previsão de melhora. Veja bem: eu citei acima 9 revistas mix. Vamos postular que cada uma destas revistas traga em si quatro originais americanas.² Com essa média, ao comprar as nove mixes, eu comprei aproximadamente 36 originais americanas. Vamos contar nos dedos o que valeu a pena?

Foram muito boas³:
* Planetary #21
* Hellblazer #148
* Íon #06
* Tropa dos Lanternas Verdes #06
* Capitão América #23

Foi bom, mas... :
* Promethea #06
* Os Novos Vingadores #25
* Robin #155
* Aquaman #46
* Lanterna Verde #17
* Pacto das Sombras #07
* Fugitivos #21
* Justiceiro #02 (War journal)
* Demolidor #90
* Xeque-Mate #07

O resto? Bléh! Não cai bem nem como leitura de banheiro. Sejamos frios e vamos pensar como pensa todo homem pós-moderno: financeiramente. Comprando as nove revistas mix, eu gastei a quantia (nem um pouco irrisória) de R$ 65,10 (isso mesmo! Sessenta e cinco reais e dez centavos). Das trinta e seis edições americanas que comprei apenas 15 valeram a pena. Bem menos da metade. Se pudesse reorganizar as mixes com apenas aquilo que gosto muito e gosto mais ou menos (as originais que listei acima) faríamos três revistas mix, quatro pra favorecer o réu. Custando uma média de R$ 7, 23 cada revista mix (a PiXel magazine eleva a média) eu gastaria menos de trinta reias para ler o que quero (para ser exato, R$ 28,92). Ou seja? Menos da metade que gastei.

Daí que tomei uma decisão. Gibis mensais, ó pra vocês, ó:

Vou adquirir d'agora em diante apenas a PiXel Magazine e algumas edições especiais que me interessam particularmente ou que eu já vinha comprando. Apesar de que, estas edições especiais também são um caso sério, do qual falarei no próximo post...



Notas Suínas:

¹ Ok. Admito. Desde a primeira vez que os li, detestei esses versos. Mas agora eles se superaram em detestabilidade.
² Sim, às vezes vem apenas três originais num mix, como a edição 61 de Liga da Justiça. Mas ele conta com duas edições originais da péssima, fétida "
Martian Manhunter".
³ Os números se referem às originais americanas

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

BOMBA!!! Counter Strike é PROIBIDO no Brasil!!!

Proibido! É isso aí pessoal!

A venda dos jogos Counter Strike e EverQuest está proibida em todo território nacional. A decisão, tomada por um juiz da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais em outubro, começou a ser cumprida só na quinta-feira (17), em Goiás, pelo Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), de acordo com a assessoria de imprensa do órgão.

Para o juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, responsável pela medida, os jogos "trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública, impondo sua proibição e retirada do mercado".

Diante disso, a Justiça proibiu a distribuição e comercialização de "livros, encartes, revistas, CD-ROM, fitas de videogame (sic) ou computador" desses jogos. A multa para a infração é de R$ 5.000.

fonte: Folha Online

"Atentando contra o estado democrático e de direito"?!! Na minha humilde opinião, atendado contra o estado democrático e de direito é a fome, o desemprego, a falta de saúde e educação, gente que jamais merecia estar sentada numa cadeira de juiz. Cuidado, crianças, com o que vocês procuram para se divertir! Podem ser presos por subversão!


Só podemos tirar uma coisa disso:

Terrorists Wins!

Video Games vendem feito banana nos EUA

As vendas de videogames bateram recorde histórico nos Estados Unidos em 2007, impulsionadas pelo desempenho do console Wii, da Nintendo, e pelo game Halo 3, da Microsoft. Segundo o NPD Group, os varejistas faturaram US$ 17,94 bilhões (cerca de R$ 31,9 bilhões) com esse mercado no ano passado.

Correndo atrás está o PlayStation 3, da Sony, que vendeu 2,6 milhões de unidades em 2007. O console foi o único, entre os maiores fabricantes, que não vendeu mais que um milhão em dezembro, amargando pouco mais de 797 mil unidades vendidas.

fonte: Folha Online

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Angelo Agostini– resultado.

E saiu o resultado do 24º Angelo Agostini um dos grandes eventos de quadrinhos do Brasil. A entrega do prêmio sábado que vem a partir de uma da tarde no Senac Lapa Faustolo em São Paulo capital. Haverá ainda uma palestra com Itsuo Nakashima, Bira Dantas, Laudo Ferreira e Marcatti. Os vencedores seguem abaixo na listinha:

Melhor Desenhista de 2007: Laudo Ferreira Junior
Melhor Roteirista de 2007: Anita Costa Prado
Melhor Cartunista de 2007: Marcio Baraldi
Melhor Lançamento de 2007: Menino Caranguejo (Splinter Comics)
Melhor Fanzine de 2007: Justiça Eterna (Sergio Chaves)
Troféu Jayme Cortez: Eloyr Pacheco
Mestres do Quadrinho Nacional: Aníbal Barros Cassal, Antônio Luiz Cagnin, Diamantino da Silva, Fernando Dias da Silva, Ofeliano de Almeida e Salatiel de Holanda.

Simão e Bartolomeu em quadrinhos

De acordo com o site Universo HQ, a Editora Globo vai estar lançando ainda este mês a coleção Simão e Bartolomeu em parceria com a Cultura Marcas. Criação de Cesar Cavalengna e que já obteve destaque em animações do Rá Tim Bum e Cultura. A história trata daquela velha metalinguagem usada para uma “conversação” entre criador e criatura, pois o cão contracena com seu “pai” de criação. As HQs são todas baseadas em temáticas ecológicas e misteriosas (!) com muito humor. O primeiro volume mostra a criação do personagem e seu desenvolvimento. Tem 64 páginas e custa R$ 21,00

Street Fighter IV vem aí!

Para quem teve parte da infância/adolescência nos anos 90, este série definitivamente dispensa apresentações. Toneladas de fichas gastas nos arcades, horas de "treinamento" solitário, para enfim participar dos torneios de fim de semana, derrotar os outros participantes soltando aquele hadouken na frente da galera, e ser aplaudido como um verdadeiro campeão de artes marciais. Essa era a verdadeira magia de Street Fighter II, game que encantou uma geração de veteranos até então acostumados a pimball, 1942, e joguinhos de corrida como enduro e F1 match.



O game alcançou os consoles caseiros, sem o mesmo apelo que tinha na época do Champion Edition dos arcades, mesmo assim agradou gerações de gamers. Vieram outras versões, como Turbo Hyper Fighting, Super, e Super Turbo, mas sem o mesmo carisma da versão dos Arcades.





Com a chegada de King Of Fighters, Ryu e CIA foram perdendo espaço. Os lutadores de KOF eram tinham muito mais magias, golpes mais arrojados e podia-se fazer times de 3 lutadores para os combates e tinha-se muitos, mas muitos lutadores à disposição. SF reagiu com a série Alpha, que conta a história da série antes de Street Fighter II, depois vieram então, Alfa 2 e 3, e as séris vs X-Men, vs Marvel Super Heroes. O sucesso foi tremendo que um confronto direto entre Street Fighter e KOF era inevitável, o que aconteceu em CAPCOM vs SNK.







Mas a luta nunca acaba no mundo dos games, veio então a concorrência dos jogos de luta 3D com golpes mais simples e visuais arrasadores; Street Fighter foi caindo no esquecimento. A Capcom quis entrar na onda com SF EX + Alpha, mas o game definitivamente não agradou aos fãs, nem atraiu novos jogadores. A saída era voltar ao estilo clássico 2D, assim veio o tão esperado Street Fighter III, com novo engine de luta, novos golpes magias e personagens. Da série original só mantiveram Ken e Ryu ( talvez tenha esse tenha sido o erro ), os demais personagens não tinham o mesmo apelo que os antigos e o game não emplacou. SFIII ainda teve 3 upgrades, insuficientes para elevar o status do game na preferência dos jogadores. Depois do fracasso, a série entrou em hibernação.



E agora, vindo direto das profundezas do esquecimento, a série promete voltar com força total! Street Fighter IV vem aí, prometendo revolucionar. Com gráficos 3D e jogabilidade clássica do 2D, o game atiça a curiosidade de todos a cada notícia que sai sobre ele.

São muitas as novidades prometidas. Entre elas o estilo de fazer as magias deve ser mais simplificado, para atrair os novos jogadores. Mas os veteranos não serão desamparados, pois um estilo de jogabilidade clássica estará disponível.

O game deverá ter modos de jogo que irão de story (missões especiais e uma história como pano de fundo, muitas animações, quase como um anime interativo), single (como no arcade, o jogador enfrenta os outros personagens controlado pelo computador até o final), vs (dois jogadores no mano a mano) e multiplayer (esse promete).

Os gráficos devem ser como em um filme de alta qualidade em High Definition, a 1080 pi . Uma quantidade de linhas superior à das TVs atuais. O objetivo é ter gráficos nunca antes vistos em 2D, para que o jogo volte a reinar.

Para os testes e desenvolvimento foram convocados os melhores jogadores do mundo, qual vai levar esta versão a um estilo de combate nunca visto antes.

Já estão confirmados Ryu, Ken e Dalshim. Serão muitos lutadores novos, na maioria femininos, dentre elas já foi anunciada Crimson Viper, uma lutadora que terá poderes de fogo e eletricidade.

(Crimson Viper)

Pelo primeiros trailers do game, a sensação é que será arrasador, deixando uma ansiedade boa para ver o resultado final e ouvir o famoso "Round One, Fight!".


BÔNUS:
Eis como tudo começo. O irreconhecível Street Fighter I, game lançado nos arcades e que nunca fez sucesso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Meninas Viciadas #09

Já está à venda Meninas Viciadas #9, fanzine independente publicado pela MRD Editora. A história que abre a edição, Zé Cururu, trazendo um lobisomem com um jeitinho brasileiro, é assinada pelo veterano Watson Portela, criador das séries Paralela e Vôo Livre. Meninas Viciadas #9 conta ainda com HQs de Júlio Shimamoto, Elvis Almeida, Luciano Irrthum, Soter Bentes e do editor Beto Martins, que também assina a arte da contracapa.O fanzine custa R$ 3,00, com impressão xerocada. Para adquirir, entre em contato pelo e-mail: mrdeditora@ig.com.br.


Do site HQ Maniacs

O retorno do personagem Vulto

O vigilante mais temido das ruas de Belo Horizonte está de volta. Vulto, o personagem criado por Wellington Santos, reaparece em Guerra Declarada, nova edição nacional publicada pela SM Editora. A primeira aventura do vigilante saiu em 2005, lançada independentemente por Wellington.Vulto é Nelson, um agente do Grupamento Especial de Belo Horizonte, que é dado como morto durante uma missão onde investiga o envolvimento de agentes da corporação com o tráfico de drogas. Quando se recupera dos ferimentos, Nelson decide denunciar o esquema, cujo líder é o diretor do grupamento. Para isso, confecciona um disfarce à prova de balas a partir de seu antigo uniforme, assumindo a identidade do vigilante Vulto.Nessa segunda aventura, o herói, mais experiente e mais bem-armado, desafia os chefes de várias facções criminosas de Belo Horizonte.Vulto – Guerra Declarada tem 24 páginas em preto e branco e capa colorida, no formato 15 x 21 cm. A edição custa R$ 5,00 (frete incluso) e pode ser adquirida através dos e-mails vultohq@yahoo.com.br e smeditora@yahoo.com.br.


Do site HQ Maniacs

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Velta faz 35 anos

No dia 18 de janeiro, será lançada virtualmente a edição 35 Anos de Velta, comemorando o aniversário da personagem criada por Emir Ribeiro. A edição vem com duas histórias. Ambientada nos anos 60, 7 É Demais, tem roteiros de R.F. Lucchetti. Na trama, Velta combate um perigoso mafioso, durante a ditadura militar. A detetive se infiltra, disfarçada, entre os empregados do mafioso, a fim de colher provas contra ele. A história, em preto e branco com tons de cinza, é dividida em quatro partes, com 72 páginas no total.Completa a edição a história O Dia da Independência, com 24 páginas, onde alguns segredos de Kátia são descobertos e ocorrem duas emocionantes discussões com Gilberto Gomes e com o razinza Joel, pai de Kátia. A história continua os eventos iniciados em Velta – Nova Identidade Paraibana, lançada no ano passado.35 Anos de Velta tem 96 páginas no total e vem com duas capas, uma desenhada por Emir Ribeiro, outra pelo estreante Vítor Alerto Lima. A partir de 18 de janeiro, a edição poderá ser adquirida por R$ 14,00 (frete incluso). A promoção se mantém até dia 31 de março, quando o preço passa para R$ 17,00. Para adquirir, entre em contato com Emir Ribeiro pelo e-mail: emir_ribeirojp@yahoo.com.br
Retirado do site HQ Maniacs.

Turma do Gabi tem concurso

Estão abertas as inscrições para o 2º Concurso Cultural da Turma do Gabi de Desenho. Podem participar crianças de todo o Brasil, com idade entre 8 e 13 anos. Os melhores trabalhos farão parte de uma exposição, cujos detalhes serão anunciados posteriormente. Os três ganhadores do concurso receberão um prêmio surpresa, bem como um kit cultural, contendo várias revistas de atividades, quadrinhos e livros infantis do cartunista e escritor Moacir Torres, o criador da Turma do Gabi. Para participar, faça um desenho utilizando qualquer técnica, sobre o tema Ecologia, em papel ofício colado em uma cartolina. Os desenhos devem ser enviados para o Estúdio EMT, na Rua Eliza Ghirotti, 332, Jd. Monte Verde, CEP: 13348-872, Indaiatuba, SP. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de abril. No verso do desenho deve constar o nome do autor, endereço completo, idade, nome da escola e série que está cursando. A equipe do Estúdio EMT selecionará os melhores trabalhos, que ganharão um certificado de participação. O nome de todos os selecionados, bem como os três trabalhos premiados serão divulgados no site: http://www.turmadogabi.com.br/.

Retirado do site Hq Maniacs.

Webcomix com coisa nova


De acordo com o site HQ Maniacs, a partir de agora o site Webcomics passará a publicar todas as terças e quintas as tirinhas do Clube do Pança de Caetano Cury. O site resume um pouco do que se trata:

“As tirinhas de humor do Pança mostram em quadrinhos situações engraçadas, onde um maluco com um saco de pão na cabeça filosofa sobre as imperfeições da sociedade. Algumas tiras retratam situações da atualidade, como se fossem charges. O Pança é um brasileiro malandro, cara de pau e cheio de gogó. Fala demais, reclama, xinga, mas é incapaz de mostrar a cara, bater no peito e lutar por uma sociedade mais justa. O personagem usa o saco de pão porque se acha diferente, superior. Mas no fundo, talvez nem o Pança saiba, a máscara de dono da verdade é uma forma de auto-afirmação que esconde de si mesmo sua covarde insignificância perante o mundo.”


Para acessar, basta clicar AQUI.

Livro sobre HQs de Edgard Franco ganha nova edição


Edgard Franco, conhecido quadrinhista brasileiro de produções independentes e revistas como a Heavy Metal, Quadreca e tantos outros lança uma segunda edição do livro HQtrônicas - Do Suporte Papel à Rede Internet que estava esgotado. O livro aborda a evolução da HQ digital, desde sua concepção, passando para o suporte digital, aceitabilidade, criação, enfim. A editora Annablume & Fapesp preparou uma segunda edição com uma nova capa. O livro custa 38 paus e tem 284 páginas.

Mais lançamento da Marca de Fantasia


Você Sabia? é mais um lançamento da editora Marca de Fantasia, que vem sempre editando material nacional. Nessa nova publicação, a editora compila o trabalho de Edson Rontoni publicado no jornal Diário de Piracicaba que vem de uma sessão de curiosidades ilustradas criadas por Edson desde 1981 para o suplemento infantil. Edson faleceu em 1997, mas seu filho continuou a editar o trabalho do pai desde 2003. A produção pode ser adquirida pelo site da editora clicando AQUI. Você sabia? tem 76 páginas, formato 14x20 e custa R$ 11,00.

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Poder da Igreja


(charge tirada do Távola Quadrada)

O bispo Edir Macedo, dono da Rede Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, conseguiu na Justiça que sejam retiradas do site de relacionamentos Orkut páginas de comunidades de conteúdo ofensivo a ele e à igreja. A decisão foi tomada em 13 de dezembro pelo juiz Leandro de Paula Martins Constant, da 34ª Vara Cível de São Paulo, e deve ser publicada no "Diário da Justiça Eletrônico" nesta semana.

O juiz condenou a Google Brasil --divisão no país da Google, proprietária do Orkut-- a retirar da rede as páginas do site que veiculem ofensa ao bispo ou à igreja, sob pena do pagamento de multa de R$ 1.000,00 por página, por dia. A empresa ainda foi sentenciada a pagar custas e despesas processuais, fixadas em R$ 2.500,00. Cabe recurso.

Segundo a decisão do juiz, "o caráter ofensivo das expressões componentes" dos nomes da comunidades é "inegável" --entre eles, estão comunidades chamadas "Eu Mataria Edir Macedo", "Edir Macedo Pedágio pro Céu" e "Farsa Edir Macedo".

"A ré sabe desde a criação do conteúdo das comunidades formadas pelos consumidores, aceita a sua formalização e retransmite os seus termos de forma ampla a qualquer pessoa que acessar a rede de computadores", diz a sentença. "Não houvesse a aceitação e retransmissão pela ré, não haveria a ofensa."

Fonte: Folha Online

Uma pergunta: por onde anda a liberdade de expressão?

E pra finalizar, um refresco para a memória dos brasileiros:

sábado, 12 de janeiro de 2008

"Forma de um urso careca!" "Forma do piscinão de Ramos!"


Estava procurando imagens pra minha postagem sobre o filme da Liga quando me deparei com uma matéria bastante interessante no site EGO, datada de 31/08/07: a de que Jake Gyllenhaal e sua irmã Maggie estavam sendo sondados para viverem os Super Gêmeos Zan e Jayna no filme da Liga. É um boato velho e até já desmentido. Certamente que na época devo ter achado uma idéia de jegue de tamanho ímpar. E de fato é. Zan e Jayna nada tem a ver com a Liga, foram uma saída para atrair público para o desenho dos Super Amigos mas... Será que eles não funcionariam num filme "solo"? Um filme mais infanto-juvenil, uma resposta da DC aos dois Quartetos Fantásticos da Marvel? Não sei, mas chego a pensar que seria uma boa. Melhor ainda se tivéssemos os irmãos Gyllenhaal no papel, visto serem ambos bons atores.
Enfim, como já disse, sonhar não custa...
Para ler a matéria do EGO, clique aqui.

Curiosidade: Sabia que Jake e Maggie já fizeram papel de irmãos no cinema? No ótimo "Donnie Darko", Maggie faz a irmã mais velha e pentelha de Donnie, o complexado e problemático protagonista vivido por Jake...

Realidade ou Matrix?!



As pessoas estão cada vez mais dependentes da tecnologia e não se dão conta disso, muitas acham o máximo o comportamento adicto que a sociedade está tomando, e poderão fazer de tudo para que este seja o comportamento padrão.

Foliões na internet durante intervalos de blocos


12/01/2008, 03:47


Turista aproveita para olhar orkut
Uma das opções para os foliões que estão curtindo a festa no Camarote Aju é a internet grátis. Emails, orkut, MSN dividem espaço com os trios elétricos. O estudante Rafael Feitosa batia papo no Messenger enquanto a festa estava acontecendo. “Eu não sou viciado em internet, mas como o bloco já passou aproveitei para acessar”, justificou o estudante.

Segundo ele, o tempo que irá passar navegando vai depender do bloco Aviões Elétrico ou de concorrentes para usar o computador. “Eu vou sair quando Aviões do Forró passar ou se alguém quiser usar”, conta.

Já seu xará, Rafael Alencastro, universitário, disse que acessou o Orkut pela primeira vez na noite de hoje. “Como sou de Brasília, queria ver se tinha novos recados”, contou o turista que participa pela segunda vez do Pré-Caju.



retirado de Infonet Notícias

Fala sério! O sujeito vai para uma micareta de pré-carnaval pra ficar no messenger e no orkut?! Por que não vai atrás de catar uma gatinha bonitinha? Ou uma feinha mesmo só pra se divertir!

"Praia de Copacabana deve ter rede Wi-Fi até junho

O governo do Rio promete instalar até junho uma rede de internet Wi-Fi na orla da Praia de Copacabana e na Baixada Fluminense. O lançamento do projeto será feito nesta quinta-feira (3) pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.

A idéia é que toda a avenida Atlântica, que acompanha a orla marítima, e parte da Nossa Senhora de Copacabana --avenida paralela-- tenham cobertura de internet sem fio. Com isso, quem tiver um computador habilitado para receber esse tipo de conexão poderá acessar a internet banda larga gratuitamente nessas regiões.

De acordo com Cardoso, esses serão os primeiros locais no Rio a receber a rede Wi-Fi. A expectativa é que todo o Estado tenha cobertura sem-fio em até 18 meses.

No total, devem ser investidos R$ 40 milhões no projeto. A primeira parte (Copacabana e Baixada) foi financiada por meio da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Para o restante, o Estado espera conseguir financiamento de órgãos do governo federal.

Tendência

Cardoso afirma que Copacabana foi escolhida para o início do projeto em razão de seu potencial turístico e também pela necessidade de aumento da segurança --com o uso da rede, segundo ele, será possível melhorar o monitoramento da região.

"Isso é uma tendência mundial. Você chega nas grandes cidades da Europa e dos Estados Unidos e consegue se conectar de qualquer lugar", diz.

Já na Baixada, para o secretário, foi adotado o critério social. Segundo ele, será possível melhorar o acesso em escolas e pequenos comércios, reduzindo os custos de conexão.

Os estudos para implementação do projeto começaram há seis meses. A expectativa é instalar toda a rede agora no primeiro semestre de 2008. Em maio ocorreriam os testes finais e em junho o lançamento propriamente dito."

retirado da Folha Online

O que vão inventar depois? Calção de banho pra notebook? Aposto que ainda vai ter gente na praia usando a internet para visitar sites de garotas de biquini :-o

É de espantar como a ficção e a relidade tendem a afrouxar os laços que as separam! Do jeito que a coisa anda, daqui a um tempo não saberemos mais o que será virtual ou real...

E quando este dia chegar, qual pílula você vai tomar?

Sonhar não custa nada: Liga da Justiça

Quem é antenado no mundo do entretenimento, mais especificamente na paradinha formada entre quadrinhos e cinema (praticamente o filão mais freqüente na Hollywood contemporânea, lado a lado com os remakes e continuações de clássicos dos anos 70 e 80) certamente terá percebido o falatório que gerou, nos últimos seis meses, a pré-produção de um filme da Liga da Justiça. Tendo como nomes "certos" o do diretor George Miller (Happy Feet, Mad Max), do rapper Common (como John Stewart), da modelo Megan Gale (como Mulher Maravilha) e Adam Brody (o Seth da série The O.C., como Flash/Wally West), a boataria tem dividido opiniões. A sinopse do roteiro liberada até o momento, bastante confusa, aliada ao elenco fraco e de pouco expressão, bem como o (também boato) de que Brandon Routh (Superman Returns) e Christian Bale (Batman Begins) não participariam do projeto, sendo seus personagens interpretados por outrem tem ajudado a engrossar a fileira dos descontentes. Doutro lado, o respaldo do diretor e, principalmente a esperança dos fãs têm segurado unidos os que desejam que o filme saia.
Pois então. Situando-me eu no time dos reclamões, dos que estão insatisfeitos com o mostrado até aqui, decidi refazer algo que já tinha feito, anos atrás, num de meus antigos blogs pessoais: um elenco (na verdade, um projeto praticamente completo) para um filme da Liga da Justiça!


Liga da Justiça: Ano Um

O roteiro: Sejamos práticos. A Liga da Justiça, reunião dos maiores heróis da DC comics da Era de Prata, fez sua primeira aparição nos idos dos anos 60, e de lá a cá, mas de quarenta anos, praticamente nunca sumiu das bancas. Ou seja, histórias não faltam. Daí que inventar a escrever um roteiro totalmente novo é uma idéia de uma idiotice ímpar e sem necessidade. Aliado a isto, o fato de que adaptações de quadrinhos recentes de grande sucesso de público e crítica (Sin City e 300) foram transcrições praticamente literais, reforça a idéia de procurar na historiografia do grupo um bom arco para ganhar a tela grande. Pensando em possibilidades (e impossibilidades também) de mercado, penso que Liga da Justiça Ano Um, de Mark Waid é a pedida fenomenal. A Trindade tem pouca participação (só o Superman é mais evidente, mas, em compensação, o contrato de Routh é o mais negociável) e a história se sustenta, permitindo inclusive a criação de novas franquias. Talvez um ponto que pudesse ser cortado (para reduzir custos) é o crossover com a Patrulha do Destino e a Irmandade Negra. É bom, traz umas questões legais mas não é indispensável. Claro que o arco, depois da malfadada Crise Infinita, caiu fora da cronologia. Mas quantos produtores vcs conhecem que se importam com a cronologia?
Para quem quiser conhecer, aqui a série foi publicada na extinta revista Melhores do Mundo da editora Abril (êh revistinha que deixou saudades...). Fico devendo os números exatos, porque os formatinhos estão difíceis de pegar na minha coleção...
Num breve explanação, em Liga da Justiça Ano Um (vou chamar daqui pra frente de JLYO, pra economizar o teclado) redefinia o surgimento da equipe pós Crise nas Infinitas Terras. Pra quem não lembra ou não sabe, na primeira HQ do grupo (lá nos 60) os heróis enfrentam a ameaça de Starro, tendo em sua formação Ajáx ("Caçador de Marte" é uma pinóia), Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen), Aquaman, Superman, Batman e Mulher Maravilha, mas, numa história posterior, postulou-se que Superman e Batman não estavam na aventura que fundou o grupo. Na cronologia pós-Crise, a coisa assim ia mal, já que a vinda da Princesa Diana para o mundo do patriarcado sofrera um atraso em relação ao surgimento do grupo, de modo que nasceu um paradoxo. Incumbido de desatar o nó, Waid tirou a princesa das amazonas e, em seu lugar colocou Dinah Lance, a Canário Negro II (a I fez parte da Sociedade da Justiça).
Na trama, Ajáx, Lanterna, Flash, Aquaman e Canário detém ameaças distintas de estranhos e diferentes entre si, alienígenas e, notando haver conexão entre os ataques, decidem organizarem-se num grupo, declaradamente inspirado na então extinta Sociedade da Justiça. A história gira então sobre três interessantes eixos: 1) a invasão preemente dos alienígenas Appelaxxianos; 2) o estabelecimento do novo grupo frente a comunidade heróica; e, o que mais me agrada, 3) as dificuldades de relacionamento dos heróis entre si: são todos praticamente novatos, desconfiados uns dos outros e, muitas vezes, impulsivos e fracos.

O diretor: Aqui temos um ponto essencial e complicadíssimo visto que tendemos a pensar nos diretores que mais gostamos, mas, entre os meus favoritos, creio que nenhum tem o traquejo para um filme de supers. Fiquei tentado a deixar como está, mas nunca vi nenhum dos filmes de George Miller para lhe entregar um filme deste porte. Estando Cris Nolan (Batman Begins, O grande truque) indisponível, a coisa fica ainda mais difícil, mas! Há luz n o fim do túnel! Pensar em que gênero se quererá enquadrar o filme ajuda. Diferente dos atuais filmes de heróis, JLYO não seria um filme de ação. Calma! O que quero dizer é que seria um filme de aventura, coisa que o cinema quase não faz mais hoje em dia, com seus tiros e explosões. Distante de "X-men 3", o objetivo seria aproximar JLYO de clássicos como "Robin Hood, o príncipe dos ladrões" (com Kevin Costner), "Indiana Jones" ou "Três Mosqueteiros" (com Cris O'Donnel). Inclusive, tal escolha ajuda mais uma vez os produtores, que, dado o teor original da história, poderiam batalhar uma censura mais baixa (a HQ permite isso sem prejuízos). Então... Quem é o rei dos filmes de aventura? Robert Zemeckis! Diretor do recente A lenda de Beowulf, Robert tem no currículo clássicos absolutos como a trilogia "De Volta para o Futuro", "Uma cilada para Roger Rabbit", "Tudo por uma esmeralda", "O náufrago" e mais uma pilha. Basta convencer o homem a largar as animações e voltar aos atores. Coisa nem muito difícil. Outro bom candidato é Brad Bird. O diretor de "Os Incríveis", da Disney/Pixar já mostrou que sabe guiar uma boa aventura (é também o roteirista do citado) e com heróis. Ou seja: qualquer um dos dois diretores é chance grande de lucro!

O elenco principal: Aqui chegamos na parte mais espinhosa da coisa toda, já que relacionar bons atores e cachês de mortais não é bolinho. Vejamos o que deu pra fazer. Há um ponto importante aqui. Se com o diretor tivemos de ter atenção ao gênero do filme, com os atores a atenção deve se focar na idade média. Assim, apresentarei sempre três propostas: um grupo "mais velho", no meio da casa dos 30, um mais jovem, na casa dos 20 e um terceiro candidato, o azarão da parada.

Como mamãe me deu educação, comecemos pela dama:

Canário Negro (Dinah Laurel Lance)
As candidatas: Kate Beckinsale (de "Van Helsing", "Click"); Jessica Biel (de "Blade Trinity", "O Ilusinonista") e Charlize Theron ("Aeon Flux", "Advogado do Diabo").
Na trama de Waid, a Canário Negro é uma florista, muito (com perdão da falta de decoro) atraente e que, filha da heróina amada pelos garotos Canário Negro, um dia se descobre com poderes vocais e decide seguir os passos da mãe. É ela quem o tempo todo terá de bater-se com um legado (Flash e Lanterna também, mas nela a questão é mais forte). Kate Beckinsale é de longe minha favorita. Dona de um corpo bastante... interessante, ela ainda possui uma voz bem marcante, um tanto grave. Para alguém com poderes vocais, é perfeito! Faz parte do grupo na casa dos 30 anos. Representante do grupo dos jovens, Jessica Biel também tem um belíssimo corpo, e tem a grande vantagem de ter enorme "respaldo" entre a maior parte dos leitores de quadrinhos (ou seja, os homens). O azarão do papel é Charlize Theron. Oscarizada, podia não topar a empreitada de um novo filme "nerd", já que destoaria bastante de sua séria carreira de filmes reflexivos. Além disso, é mais velha que as outras duas candidatas, além de não ter um "shape" muito notável. Mas tem a seu favor a exuberante beleza facial e a capacidade interpretativa imensa.

Ajáx (John Jones)
Os candidatos: Michael Clarke Duncan ("À espera de um milagre" e "A Ilha"); Vin Diesel ("Triplo X" e "Velozes e Furiosos"); e Vinnie Jones ("Jogos, trapaças e dois canos fumegantes" e "X-men 3: a batalha final").
Para o marciano transmorfo que muitos consideram o espírito da equipe, precisamos de alguém grande, forte e... careca. Brincadeira. Seu papel em JLYO é fundamental para a trama, e exige uma bela capacidade interpretativa para segurar a carga emocional que o deslocamento do personagem gera. Além disso e dada a maquiagem e o fator extraterreno, o papel de Ajáx dispensa a preocupação com a idade do ator. Michael Clarke Duncan é, sem sombra de dúvidas, meu favorito disparadom, estando os outros aí praticamente só pra cumprir tabela. O cara é enorme (1,95m) , é um pusta ator (basta ver seu maior sucesso, "À espera de um milagre". O cara barbariza) e é dono de uma voz muito impactante (hum, vejo um padrão aqui...). Acho uma característica importante num sujeito que simplesmente não tem uma forma fixa. Entre Vinnie Jones e Vin Diesel não há muito o que se diferenciar. Os dois são grandes e fortes, mas tem níveis interpretativos mediano (Vinnie Jones) e nível ostra (Diesel). A seu favor, Diesel tem o fato de que a molecada o adora. Já Jones só pode contar com o fato de que é melhor ator que seu concorrente mais jovem.

Flash (Barry Allen)
Os candidatos: Ewan McGregor (a nova trilogia "Star Wars" e "Abaixo o amor"); Jake Gyllenhaal ("Donnie Darko" e "Soldado Anônimo"); Jude Law ("Closer, perto demais" e "Capitão Sky e o mundo do amanhã").
Em JLYO, Barry Allen é o "mineiro" do grupo. Verdadeiro come-quieto, é um calado, preocupado com sua vida sem a máscara e boa praça. Para o papel, precisamos de alguém que, além de bom ator, tenha aquela cara de amigo com o qual sua mulher não se preocupa se você disser que está junto (tipo, sua mulher liga e pergunta porque você está demorando tanto para chegar do trabalho e você diz: "Desculpa amor, parei pra tomar uma cerveja aqui com o Almeida! Quer falar com ele?" e ela responde que, se é com o Almeida, então tudo bem). Aqui eu sinceramente fico dividido na escolha, sem me decidir entre Ewan McGregor ou Jake Gyllenhaal. Ambos são atores bastante competentes, têm essa cara que falei anteriormente e não são lá muito atléticos (como eu imagino que um técnico da polícia de uma cidade definitivamente não seria: atlético!). Entretanto, como no caso da Canário eu escolhi a candidata mais madura, o papel cai então nas mãos de Ewan McGregor. Não há muito o que falar sobre o sujeito, sua extensa filmografia fala por si só. Ele tem cara de bacana, tranqüilão e, ao mesmo tempo, de inteligente. Exatamente o que é Barry Allen. Um sujeito que, á despeito de toda a sua velocidade, sabe muito bem pensar antes de agir. Nesta seleção, Jude Law é o azarão. Ele tem as características do papel, mas muitas mulheres já me disseram que ele tem cara de cafajeste. Um traço que definitivamente não queremos no corredor escarlate...

Lanterna Verde (Hal Jordan)
Os candidatos: Joanquin Phoenix ("A vila" e "Johnny & June"); Clive Owen ("Os filhos da esperança" e "Mandando Bala"); Ryan Reynolds ("Blade Trinity" e "Horror em Amytville").

Em JLYO, Hal Jordan é nada mais que um aparecido. Um dos heróis mais poderosos do grupo (rivalizando com o Ajáx) seu anel de poder quase insuperável faz dele um corredor de riscos. Entretanto, acredito que durante a série seu personagem é o que mais evolui, chegando ao herói bem resolvido que a maioria dos leitores conhece desde sempre. Podemos então ficar entre um ator com carreira de papéis assim ou alguém que tope o desafio. Eu descaradamente vou preferir alguém do segundo grupo, o que faz de Ryan Reynolds o azarão da parada. Mas eu volto a isto daqui a pouco.
Meu preferido aqui é Joaquin Phoenix. Ele definitivamente não é um ator novinho, mas tem uma grande versatilidade em frente às lentes (basta ver como são diferentes seus dois papéis sob a batuta do mesmo M. Night Shyamalan, em "Sinais" e "A vila"). Clive Owen é uma boa escolha também, apesar de bem mais caro, já que está na crista da onda. Igualmente versátil, conta a seu favor ter mais "cara de homem" que os concorrentes. É também mais velho, mas acredito que, pro papel do mais imaturo do grupo, alguém fisicamente mais maduro caia bem. Por fim, temos Ryan Reynolds. Desde sei lá quando, o nome do ator esteve ligado ao papel de Flash, seja num suposto filme solo, seja num igualmente provável filme da Liga. Tem experiência em fazer tipos inconseqüentes e engraçadinhos, além de ser bem mais jovem que os outros dois. Não chega a ser uma má escolha (nenhum dos azarões é) mas a qualidade dos concorrentes é brutalmente superior.

Aquaman (Arthur/Orin)
Os candidatos: Brad Pitt ("13 homens e um novo segredo" e "Sr. e Srª Smith"); Hugh Jackman ("O grande truque" e "Scoop: o grande furo") ; Jensen Ackles (do seriado "Supernatural") .

Aqui, a grande dificuldade foi montar o páreo. Inclusive, Jensen Ackles entrou nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (eu já estava escrevendo o post quando me lembrei do rapaz). Pois bem. Em seu arco introdutório, Mark Waid nos apresentou um Arthur bastante diferente do que se está acostumado a ver. Afinal de contas, no que tange a poderes e combate ele é definitivamente o mais fraco dentre os fundadores da Liga. Sua habilidade de controlar as criaturas marinhas é virtualmente inútil, se sua força e resistência superiores não são páreo sequer para o treino marcial de uma Canário Negro, por exemplo. Não bastasse isso, o roteirista escreveu um rei dos mares quase tão deslocado quanto seu colega marciano, sendo inclusive o único que chega a pensar em abandonar... o barco.
Apesar de tudo isso, ainda estamos falando de um Rei. Foi este o critério que norteou a escolha dos atores. Se necessário Brad Pitt sabe ser elegante e distinto (vide a série dos homens e segredos), e sua interpretação no péssimo "Tróia" mostra que ele sabe simular um ar de realeza guerreira. Quem só conhece Hugh Jackman como o gritalhão Wolverine, há de se assustar com a escolha dele para este páreo, mas eu os convido a assistirem os filmes supra citados do ator. Em Scoop inclusive ele interpreta um nobre inglês suspeito de assassinato, e segura a peteca muito bem. Por fim, Jensen Ackles é pouco conhecido, tendo apenas de destaque o fato de co-protagonizar o divertido seriado Supernatural ("Sobrenatural", no SBT), mas sabe fazer o ar prepotente e ao mesmo tempo tímido que o papel exige. Aqui eu fico inteiramente dividido. As três opções são fortes e boas, sendo que Jensen tem a seu favor o cachê baixo, contra a imensa popularidade dos outros dois. Simplesmente pela competitividade do páreo, excluo Hugh Jackman pelo fato de já ter sua figura relacionada a outro herói. Por fim, Brad Pitt acaba sendo a melhor escolha. Apesar de muito, muito caro, sua presença atrái público como nenhum outro e, talvez sua notoriedade seja um ponto forte para tirar o personagem Aquaman do campo de coadjuvante que muitos roteiristas e leitores insistem em colocá-lo.


Outros personagens: Naturalmente, uma história desse porte conta com muitos coadjuvantes. Relegar estes personagens entretanto, pode se configurar como um erro tão crasso quanto ignorar os personagens principais. Vamos a eles então.
Snapper Carr

No início de suas atividades, a Liga da Justiça inteira, como grupo, possuia uma espécie de sidekick (alguns autores inclusive se referem a ele como "mascote" da equipe. Aí eu já acho paia. Mascote é o Kripto, o Batcão, sei lá). Isso lá nos anos 60. Em sua revisão, Mark Waid manteve o posto de Snapper Carr, o garoto "papo firme" que agora, apesar de não entrar nas missões, cuida da manutenção do QG dos heróis. Então, pro papel do garoto que adora estalar os dedos, não há páreo. Haley Joel Osment ("O sexto sentido" e "I.A. Inteligência Artificial") é escolha certeira. E mó brasa, mora?

O tio de Snapper
Se, nas HQ's originais da Liga, o jovem Snapper passa a fazer parte do grupo por estar na hora certa (?) no lugar certo (?), no arco de Waid essa situação foi mudada para ficar mais verossímil. Em JLYO ele é sobrinho do contato da Liga com seu patrocinador misterioso. Infelizmente eu não lembro do nome do personagem (e, logo, não pude achar imagens do mesmo), mas era um sujeito um tanto quanto velho, mas que pudesse ser forte, até fisicamente, quando necessário. Para a disputa do páreo, David Morse ("À espera de um milagre") e Paul Giamatti ("A dama na água" e "Mandando Bala"). A mim particularmente agradam os dois atores mas, tendo em vista uma chiadeira por parte dos produtores e as dificuldades com cachês, ficamos com David Morse, consideravelmente mais em conta.

O patrocinador misterioso: Arqueiro Verde (Oliver Queen)
Outro páreo difícil de montar. Pro papel do misterioso benfeitor/patrocinador da Liga, o Arqueiro Verde, é preciso um ator que saiba se portar como rico, cheio da nota mas "com consciência social". A montagem do páreo foi tão difícil que dispensei o azarão. A escolha fica entre Rufus Sewell ("Coração de Cavaleiro" e "Tristão e Isolda") e Justin Hartley ("Smallville"). Rufus sabe, e muito bem, fazer o papel de poderoso. Nos três filmes que me lembro com ele, ele sempre fez lordes ricos. Além do que tem uma cara de sedutor, essencial pro papel do velho Queen. Na outra ponta, temos o novato Justin Hartley, do horrível seriado Smallville, onde faz o papel de... Arqueiro Verde/Oliver Queen! Ou seja, o rapaz tem a seu favor o fato de favorecer a identificação do público. Um grande ponto, se me permitem. No fim, a escolha entre um e outro se calca na idade média do restante do elenco. Como tenho optado pelos trintões, dá o Rufus (não o cachorro do Dennis!) na parada...

Menção honrosa: Sociedade da Justiça












Um momento importantíssimo da trama se dá quando, chegando na casa da mãe, Dinah vê que está rolando uma reuniãozinha entre suas mãe e seus "tios": os heróis da Sociedade da Justiça! Nesse momento ela terá uma revelação muito importante (acho que só eu achei: ninguém nunca mais citou isso...). Enfim. Para o papel de Dinah Lance (sem o "Laurel"), Kim Basinger. Uma loira bonitona, enxuta que ainda chama muita atenção onde passa. Mas podia ser a Sharon Stone também. Na verdade até prefiro a Stone, mas a idéia só me ocorreu agora e... Deixa quieto. Como é uma reunião dos membros da Sociedade, o primeiro Flash, Jay Garrick, certamente está presente. E, para o seu papel, uma daquelas homenagens que o público nerd adora: John Wesley Shipp! Não sabe quem é? Sabe sim! Ele era o Flash no seriado de Tv dos anos 90. Certamente seria um rosto que os fãs iam gostar de ver. Pros demais sócios, a escolha não faria a menor diferença (na verdade, nem pro Flash faria, mas a graça é a homenagem) porque a participação deles é realmente MUITO pequena.


Ufa! Acho que conclui! Caramba, se você chegou até aqui, meus parabéns e meu muito obrigado. Mas não pare agora! Clique aí nos comentários e diga o que achou, qual das opções de atores preferia e tal. Vai ser um prazer!


Nota: Agora que me dei conta: acho que um filme só seria pouco para dar conta de todo o arco criado por Mark Waid. Bem, problema nenhum: é só entrar na moda corrente, de fazer trilogias filmadas todas de uma vez e zaz! Um filme baseado em quadrinhos que nem o nerd mais xiita vai poder botar defeito!
Aiaiai... Ainda bem que sonhar não paga imposto!