Como se destruir uma filosofia? Como destruir o esforço de milhares de pessoas para se construir algo bom e de qualidade em prol de lucro fácil? Como manchar o nome de um produto e liga-lo a algo de baixa qualidade e que não funciona? É simples, basta montar uma empresa de computadores e chegar para o governo com um belo discurso sobre inclusão digital etc e tal e diz que vai colocar o Linux nele, logo você ganha incentivos fiscais e um bônu$ extra para prestar suporte técnico aos seus usuários.
Daí o que você faz? Escolhe um Linux qualquer, (Bitlinux, Metasys, Insigne, Suse, etc) ou monta o seu próprio Linux com um nome bem estiloso (que tal Medyokrix?), faz uma instalação PORCA, deixa tudo mal configurado e de preferência em inglês, deixa uns bugs aqui e acolá que faça a máquina travar (Linux de verdade só trava por defeito de hardware) ou reiniciar do nada vez ou outra. Por que isso? Porque o comprador quando ver isso vai ficar puto, não vai querer saber mais dessa porcaria de Linux e vai chamar um técnico chapa que vai instalar o windows XPirata professional por 50 conto e com direito a uma pá de programas como office 2007 enterprise edition, e alguns vírus e cavalos de tróia que o avast que ele instalou não vai detectar. Assim, o comprador vai esquecer que Linux e existe e não vai lhe importunar com o suporte. É, o suporte, aquele mesmo que você ganhou do governo lá em cima deste texto! Vai tudinho pro seu bolso e você não vai ter que gastar nada! Genial, não?
E suporte técnico para o Linux é o que não pode faltar, pois Linux não é windows, embora muita gente compare os dois. Chegar no Linux achando que vai fazer as coisas do jeito que é faz windows é pedir pra não conseguir. As coisas são diferentes, algumas mais fáceis, outras mais difíceis.
Resultado de tudo isso é que as pessoas continuam suas vidinhas alienadas, sem saber que existe um mundo além das janelas, e passam o resto de seus dias reclamando de vírus, travamentos, arquivos corrompidos, etc. E o monopólio continua estabelecido.
E desta vez, as "empresas" brasileiras foram além! Não satisfeitas em arranhar a imagem do Linux, voltam suas armas para o maior de todos eles, o Ubuntu. Segundo a grande maioria dos usuários, o melhor Linux que existe. Veja alguns trechos dessa matéria do Estadão:
Notebook promete, mas não cumpre
por Bruno Garattoni
Gigabyte W566U promete o sistema operacional Ubuntu Linux; mas, na verdade, traz uma versão piorada dele.
Finalmente está chegando ao mercado brasileiro um laptop equipado com o sistema operacional Ubuntu Linux – o melhor Linux que existe. Que boa notícia, né? Sim. Se fosse verdade...
O notebook Gigabyte W566U traz o selo do Ubuntu. Mas, ao ligar a máquina, a expectativa dá lugar a uma espécie de “pegadinha”. Na verdade, o sistema operacional instalado não é o Ubuntu – é um tal de OneOS, “baseado no Ubuntu”.
Quer ouvir um MP3? Azar: o OneOS até inclui o software necessário, mas veio configurado de forma errada (abria um editor, e não um tocador de MP3).
Ao fechar a tampa do laptop, ele não entrava em modo de espera – permanecia ativo, desperdiçando bateria. E, ao acionar o modo de economia de energia, o laptop não reduzia o brilho da tela (foi preciso fazer isso manualmente).
O teclado, além de ter qualidade medíocre, veio com o layout errado – impedindo a digitação de acentos.
A interface gráfica, ponto forte do Ubuntu, não é tão boa no OneOS. Além de optar pelo ambiente gráfico KDE 3.5 (bem antigo e inferior ao Gnome, que é o adotado pelo Ubuntu), os criadores do programa fizeram alguns “ajustes” malsucedidos.
Na barra de tarefas, por exemplo, os itens inativos (as janelas que estão em segundo plano) ficam com seus nomes ilegíveis.
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Sem comentários ¬¬
Ubuntu, só o legítimo :-D
