Essa argumentação é sustentada por muitos na explicação do porquê dos super-heróis nacionais não terem tido o éxito alcançado em outros paises!! É bastante evidente que tal ponto de vista não possui sustentação com a realidade, uma vez que sempre tivemos títulos do gênero sendo vinculados por diversas editoras ao longo das últimas décadas, filmes derivados com grande aceitação de público, atrações em programas infantis que destacavam desenhos de personagens super-heróicos, consumo de camisas, lancheiras, brinquedos, material escolar, temas para festas infantis etc.!! Claro que tudo isso com o uso de imagens de personagens estrangeiros, que já possuem grande apelo comercial e foram de certa maneira incorporados a cultura ocidental!!

Mesmo frente a essa ""invasão"" estrangeira ((em um mundo globalizado como o nosso tal expressão carece de credibilidade)), é inegável a existência de um consumo desse produto, que para alguns possui tão pouca adequação ao contexto cultural e social em que vivemos!! Ora, se sua incidência conceitual é tão alheia aos nossos interesses, porquê chegamos a preferir e consumir o produto essencialmente alienígena ao nosso contexto a escolher aquele que procura guardar alguma correlação com a nossa identidade nacional??
Não estou aqui querendo incitar a postura, já bastante difundida por alguns, de se ter ojeriza, aversão a produção estrangeira!! Sou completamente contrário a qualquer tipo de manifestação xenófoba!!

Ao meu ver, o insucesso dos super-heróis nacionais pactua da mesma problemática que configura os quadrinhos nacionais, ou seja, desprovido de um mercado significativo e desguarnecido de prestígio perante a população!! O problema dos super-heróis nacionais se confunde com o dos quadrinhos como um todo em nosso país, e muito provavelmente a origem dessa situação para ambos é a mesma!! Na minha opinião tudo decorre do empenho, ou falta deste, daqueles que desenvolvem seus trabalhos nesse seguimento!! Se faz necessário investir em aperfeiçoamento para implementar um produto mais satisfatório aos olhos do consumidor de modo a conscientizá-lo e condicioná-lo a optar como válida a aceitação de seu produto!!

No caso dos super-heróis nacionais talvez o que mais se note é uma interdependência muito forte com o estereótipo do super-herói clássico americano, o que até certo ponto é natural e aceitável, principalmente em um primeiro momento!! É comum o criador não se dá sequer ao trabalho de polir melhor sua criação, apresentando-a ainda excessivamente enraizada nas influências conceituais e visuais que se banhou!! É bem verdade que muitas vezes esse processo de particularização de sua obra se dá com o passar do tempo e amadurecimento artístico do criador, que a medida que evolui como tal incorpora identidade ao seu trabalho e adequa sua criação para essa nova realidade!! Infelizmente essa não é uma máxima que incide para todos!!

Defendo que, assim como em qualquer outro gênero, certas linhas gerais devem ser respeitadas, até para guardar certa correlação com a temática e conceitos inerentes do gênero!! Uma história de faroeste deve contar com uma série de elementos razoavelmente comuns do gênero de modo a que possamos identificá-la como tal!! O mesmo vale para uma história de super-heróis!! Mas é imprecindível que aquilo que fuja desse conjunto de fatores indentificadores básicos possíveis, seja trabalhado de forma a ser melhor direcionado a audiência pretendida!! Se os super-heróis nacionais não apresentarem a sua própria identidade como tais, e ainda por cima não contarem com tramas envolventes e eletrizantes, num contexto como o nosso, que consome sim muita coisa do gênero super-heróis, o cosumidor irá continuar preferindo o produto melhor de fora, mesmo este enraigado de uma identidade que não a nossa!!
Claro que falar é fácil, e analisar o problema é bem diferente de apontar uma solução para ele!! Tudo o que posso falar é da minha experiência no assunto!! Aqueles que já conhecem melhor o Projeto Continuum sabem bem que meus principais personagens são Os Invictos, um grupo de super-heróis como muitos outros!! Bem, na verdade para mim, e talvez para aqueles que já os conhecem um pouco mais, Os Invictos não são tão comuns assim!! De qualquer maneira, eles surgiram como muitos outros heróis nacionais, devido ao fascínio de seu criador pelo gênero que nos é apresentado em sua maioria por meio da produção norte-americana!! Para ser mais preciso, quando os concebi eles sequer eram brasileiros!! Isso mesmo, eram todos americanos, pertencentes a uma grande metrópole estadunidense!! Essa minha escolha era decorrente de meu conhecimento da argumentação negativa que abriu esse texto e por não conhecer outros heróis nacionais contemporâneos a minha criação, uma vez que na época a internet ainda não proporcionava acesso a todo esse contingente de heróis nacionais que facilmente podemos conhecer hoje!! Com esses dois fatotes, somado ao fato de ainda ser um tanto jovem e não tão amadurecido como hoje, me parecia normal estabelecer que meus heróis fossem de um país que não o meu, inclusive fazendo uso de nomes próprios americanos para servir de identidade para eles!! Afinal tudo o que eu queria era que eles fossem aceitos e lidos, mas não por americanos, mas sim por nós mesmos, brasileiros!! Oras, se era comum se ouvir que super-heróis nacionais são uma piada, que seria ridículo se vislumbrar lutas de seres super-poderosos em nossas ruas, nada mais lógico que se optar por criar heróis estrangeiros para que assim sejam aceitos pelo seu povo, tal qual seu povo já acolhe os super-heróis estrangeiros!!
Mas essa idéia nunca me satisfez por completo, e quando da demonstração de insatisfação de um colega com a realidade brasileira, isso me levou a rever minha postura como criador de super-heróis!! Um conhecido na época relatou que pretendia abandonar o Brasil por considerar insustentável a realidade de nosso país!! Fiquei envergonhado com essa constatação, e bastante triste também!! Ainda sem conhecer outros heróis nacionais significativos, percebi que meus personagens deveriam ser brasileiros, pois os heróis, mesmo na ficção, tem o dever de proporcionar esperança e coisas boas nas pessoas!! E foi assim que resolvi relocar Os Invictos para o Brasil!! Mas um problema persistia, como torná-los aceitáveis em uma realidade em que era normal se vincular heróis nacionais a piada??
Tentando driblar essa questão, desenvolvi todo um estratagema para criar o ambiente necessário que possibilita-se a aceitação de super-heróis no Brasil!! Dessa forma concebi uma realidade alternativa onde o Brasil fosse a maior potência mudial vigente, onde o povo brasileiro gozasse de suas muitas qualidades, agora numa atmosfera mais satisfatória e justa, evidentemente sem perder completamente um paralelo com a realidade que temos hoje ou mesmo anulando algumas posturas não tão nobres de nosso povo!! Apenas estabeleci uma estrutura que comportasse um Universo de super-heróis com o Brasil tendo um lugar de destaque!! Para tanto elaborei toda uma série de momentos históricos fictícios que corroborassem com a explicação para o porquê do Brasil vir a se tornar a maior potência do mundo!! Infelizmente tive de fazer uso de elementos ficcionais que envolviam uma grande invasão alienígena para tanto, mas não deixei de incorporar nessa construção a importância decisiva do espírito do povo brasileiro para o estabelecimento desse novo contexto figurado pelo nosso país!!
É bem provável que à época da elaboração desse contexto, se eu já tivesse travado conhecimento com personagens como o Crânio, de Francinildo Sena, Conversor, de Sandro Marcelo, Topman, de Lorde Lobo, Os Vigilantes, de Marcos Gratão, dentre muitos outros, muito provavelmente eu não teria me dado ao trabalho de inventar toda uma realidade alternativa, procurando inserir logo Os Invictos na realidade brasileira como a conhecemos!! Mas isso não me parecia possível de se fazer, caso eu quisesse que meus personagens viessem a ser aceitos, em decorrência de tudo aquilo que eu conhecia na época!! Por outro lado a idéia de uma realidade alternativa se mostra como ""um fator diferencial que enriquece o contexto dos personagens, permitindo explorar nosso país de maneira que a realidade atual não permitiria"", como bem diz meu amigo Daniel Siqueira, conferindo um caráter de ficção científica tendo o Brasil como um dos focos!!

De qualquer modo, procurei conferir uma identidade a eles, aos Invictos, e se hoje eles ainda guardam muitas semelhanças com aquilo que sempre me inspirou e me fez gostar do gênero de super-heróis, tal qual fui apresentado pelos personagens americanos, sei que no meu amadurecimento como criador irei gradativamente individualizá-los e buscar atender a necessidade de levá-los cada vez mais ao gosto do consumidor brasileiro!! Sei que ainda estou longe disso, mas é para isso que caminho!! Acredito que essa é a chave!!

Um abraço a todos!!


















Quero começar aqui uma série de divulgações acerca dos Fotologs Terra em que boa parte dos amigos que lidam com quadrinhos independentes “vive”. O fato é que muito do que temos hoje em relativo aos quadrinhos independentes surgiu dali, da união dos quadrinistas dos Fotolog Terra. Lembro que quando adentrei por lá em 2004, foi uma festança só pra mim. Puxa! Monte de gente que assim como eu produzia fanzines, falavam a minha língua e trocavam idéias construtivas. Fiz bons amigos com esse ingresso. Conheci pessoas fantásticas como Samuel Bono, Lucas Ed, Jackson Gebien, Júnior Cortizo, Nel Angeiras, Lorde Lobo, Cleiber Vieira, Rod Gonzales, Emir Ribeiro, Denis Pacher, Rafael Tavares, Adriano Sapão, povo da Liga do Cerrado e tantos outros que ainda mantenho contato. Lembro que todos os dias os amigos postavam artes. Ou quase todos os dias. Era sempre bom ir no flog e comentar sobre a arte do cara ou do projeto em andamento. Ainda é! O Terra nos dava apenas 30 postagens gratuitas e 10 comentários. Por tanto, tínhamos que ser rápidos pra fazer um comentário no flog de alguém. Quando atingíamos o número de 30 postagens tínhamos que começar a deletar os desenhos mais antigos. Mas foi muito bom! Mesmo com essas limitações. Hoje podemos postar a vontade, meter cem comentários e até alterar os textos depois, coisa que há algum tempo não dava pra fazer na conta gratuita dos Fotologs Terra. A comunidade cresceu e muito e outros talentos começaram a surgir. Os mais “veteranos” acabaram por se manterem mais afastados por diversas razões que não cabe comentar aqui.
O fato é que muita gente não sabe como eram os fotologs antes. O fervor que tínhamos e que hoje já não é táo quente. Crescemos? Acho que só mudamos um pouco o foco. Claro que tivemos alguns momentos ruins como os ataques bestas de idiotas que preferiam caluniar e causar a discórdia entre a comunidade com nomes falsos e coisas assim. Houve infelizmente muita rusga em determinados períodos por conta disso. E ainda há idiotas que preferem agir dessa forma, mas hoje em menor presença. Porque tô falando tudo isso? Porque senti a necessidade de resgatar um pouco do que era essa comunidade antes. De como era mais presente e cheia de “vida”. Poucos dos que praticamente “fundaram” essa comunidade ainda estão aí postando com certa freqüência. Hoje somos bem mais, mas com menos entusiasmo. Fase? Talvez... sempre houve períodos mais baixos. Eu ia criar um blog só pra divulgar os flogs com certa analise e perspectivas sobre o assunto, mas pra quê criar mais um blog se posso fazer isso aqui, no portal do Projeto Continuum que cai como uma luva? Afinal, as pessoas que aqui estão são praticamente todos dos flogs. Então nada mais justo pra começar essa série do quê aqui. E deixo até a sugestão pra que outros membros daqui mesmo do blog, quando possível, façam uma resenha a respeito do flog de um companheiro, mesmo que este já não esteja tão na ativa assim. Nem que seja pra manter a memória acesa. E quem quiser até mesmo “resenhar” um flog de alguém, dando a dica de visita ou fazendo o jabá ou mesmo elogiando, sinta-se a vontade para fazê-lo e mandar para que seja editado aqui. Será creditada com seu nome a postagem.
Então pra começar, vou falar do flog de um cara que está aqui desde o começo e que ainda se mantém firme, postando, produzindo e criando. Uma pessoa que é um exemplo de artista e criador. Estou falando de Lorde Lobo, criador de personagens como Topman e o Penitente. Meu amigo do Rio Grande do Sul é um dos caras mais competentes que conheço e um verdadeiro lutador. Cara de traço simples e singular, identificável aqui ou nas fronteiras da China com o raio-que-o-parta, Lobo é um dos que vi nos flogs Terra desde que iniciei e que ainda está aqui firme e forte. Apesar de já ter sido “agredido” pelos pseudos-defensores dos quadrinhos nacionais, que de defensores num tem nada, o cara se manteve aí, com sua marca registrada que é a sinceridade e transparência. Lobo mantém dois flogs, um com seu material pessoal e outro que criou para fazer fanartes dos personagens de amigos. Então, vale a visita a um dos flogs mais antigos que conheço por essas bandas e que espero que continue aí na fita. Clique 


Uma produção da Marvel Comics com a Lionsgate, que faz parte de um pacote entre as duas produtoras, que já rendeu as animações de Os Supremos, Dr. Estranho e Homem de Ferro. Admito que quando peguei nessa produção, olhei meio torto. A animação já se chamou Teen Avengers e Avengers Reborn e acabou como Next Avengers: Heroes of Tomorrow. Eu assisti os Supremos volumes 1 e 2. E assisti também esse do Dr. Estranho. E simplesmente achei uma porcaria. Supremos só presta a pancadaria entre o Hulk e os Supremos no volume I. Sinto muito aos fanboys que acharam essa produção muito boa, mas é ruim. E o volume 2 consegue ser pior. Pra quem leu Supremos (os dois volumes como eu) sabe do que tô falando. Até a animação é aquela tradicional animação estadunidense que ora tá legal, ora tá um lixo, cheio de falhas de sincronização. Dr. Estranho também sofre do mesmo mal. Já o Homem de Ferro não tive coragem de ver. Bem... esses “Next Avengers” ficou um pouco melhor que esses que já citei e assisti. Até animação é mais agradável com um traço mais simples e leve meio que flertando ali com a animação japonesa.
A história mostra um futuro dominado por Ultron que conseguiu derrotar os Vingadores após a aposentadoria dos mesmos conseguindo assim, dominar boa parte do mundo. Não diz claramente o que aconteceu com o grupo, mas dá a entender que eles morreram. A introdução é muito boa, que nos faz pensar que estamos diante de algo digno do super grupo da Marvel. Masss... fica nisso. Tony Stark agora velho tem um abrigo longe das vistas de Ultron no meio do ártico, onde cria os filhos do Capitão América, Pantera Negra, Thor e Vespa, respectivamente James, Azari, Torunn e Pym. A idéia soa boa no começo e animação ajuda um pouco. Mas com o desenrolar a coisa fica arrastada e alguns momentos são passagens apressadas pelas questões impostas no começo do filme. Tudo bem que foi produzida para ser o “Teen Titans” da Marvel, pra ter aquele ar mais “infantil, mas cheio de ação”, mas ficou bem aquém. O tom do longa varia entre o sério e o cômico e aí nem uma coisa e nem outra. A entrada de Ultron pela primeira vez é boa... no entanto, o filme não segue o próprio ritmo.
Mas foi interessante ver o Homem de Ferro servindo de tutor para os novos guris e ver o Hulk, um dos únicos Vingadores ainda vivos fora o Stark, isolado no meio do deserto longe de tudo. Das animações em longa metragem da Marvel essa foi o que pra mim se saiu melhor. A Marvel produz boas séries animadas como as novas aventuras do Homem - Aranha e Wolverine e os X-Men, mas nunca conseguiu acertar tão bem em longas animados como a DC. Dá pra entender a intenção da Marvel aqui em atingir o público de Ben 10 ou Avatar, ou até mesmo os de Teen Titans ou Legião de Super-Heróis, mas ainda vai ter que comer um feijão com arroz, assim como a DC tem de comer o seu pra chegar às produções cinematográficas da Marvel. Bem, Next Avengers só serve se você não estiver fazendo nada e muito a fim de assistir qualquer coisa. No mais, prefira sentar com DVDs de Avatar mesmo ou Ben 10. Pelo menos não são genéricos. Não se engane pelo trailer abaixo. Trailers são bons pra maquear produções mais ou menos.





















