Se você passou os últimos meses n'algum outro planeta de nosso sistema solar, ou mesmo em Pandora (sabe-se lá onde fica), vou explicar. Recentemente, foi anunciado que M. Night
Shyamalan (sim, um dos meus diretores favoritos) faria um filme sobre Avatar (aquele do garotinho careca com uma seta azul na cabeça), mas que não se chamaria "Avatar" porque... James Cameron (Terminator I e II, Titanic) estava realizando um outro filme, uma ficção científica, que já tinha registrado o nome.
Por que contei essa história toda? Porque foi assim que esse filme surgiu no meu "campo visual" e, não fosse isso, passaria batido.
Como não passou, como gerou um burburinho pela net, como as pessoas nas ruas estão comentando, como milhões de pessoas (bwahahahaha) vêem comentar comigo sobre o filme, bem, acabei indo ver. Principalmente porque tinha ainda outra história por detrás: a trama de "Avatar" teria surgido na cabeça do Cameron há 15 anos, mas só agora, em 2009, os efeitos visuais estavam avançados o suficiente para realizar o filme.
Bem, deixando de "entretantos" e chegando logo aos "finalmentes", ou seja, ao filme em si: a história de "Avatar" (que Cameron idealizou há 15 anos, 15 anos, frizem bem) conta o seguinte: o planeta Terra está ferrado. Mas os humanos têm tecnologia o suficiente para
zarpar do planeta e vão até Pandora, um satélite do planeta Polifemo, e que é um paraíso idílico, lindo, arborizado... Tudo que a Terra não é mais. Porém, como todo lugar alienígena que se preze, é cheio de animais perigosos e de uma raça humanóide tribal, os Na'vi. Uma tribo deles reside numa árvore gigantesca que está exatamente em cima do maior depósito de um certo mineral, exclusivo do satélite, e que é valiosíssimo. Aí, dividem-se os interesses humanos junto aos Na'vi: um grupo de cientistas, chefiados pela Drª Grace (Sigourney Weaver) , cujo interesse é conhecer o lugar e a cultura dos Na'vi; e o grupo dos empresários, chefiados por Parker (Giovanni Ribisi) e seu comandado, o coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), chefe dos mercenários que fazem a segurança dos humanos em Pandora, e que querem detonar logo os Na'vi, tirá-los de cima do maldito mineral e pronto.
E aí, nessa disputa de interesses, surge Jake Sully (Sam Worthington), um ex-mariner que perdeu o movimento das
pernas numa guerra, mas... é irmão gêmeo de um dos proeminentes cientistas do projeto avatar, e que morreu num assalto. E qual é a onda? O projeto avatar consiste em criar "na'vis" artificiais, que são controlados remotamente por cientistas. Como o irmão de Jake morreu, seu avatar seria inutilizado (pois são feitos especialmente para quem os irá controlar), mas, como se tratava de um investimento altíssimo, o ex-mariner é chamado para assumi-lo.
Isso é a premissa do filme. Uma versão estendida das sinopses dos jornais. Mas há algo que qualquer um apreende vendo o trailer: há uma na'vi guerreira, Neytiri (Zoë Saldaña), por quem Jake vai se apaixonar. Sim, o colonizador, convocado para dizimar os nativos, vai se apaixonar por uma nativa, e pôr a perder toda a sua missão. Sentiu um gosto de "onde já vi isso?". Hum... Deixe-me ver se posso te ajudar:
Sim, senhoras e senhores! O genial James Cameron levou 15 anos para fazer uma versão interplanetária de Pocahontas! E é uma versão tão desavergonhada, que segue até nos pequenos detalhes: Pocahontas e Neytiri são filhas dos respectivos chefes de tribo, são prometidas aos respectivos guerreiros mais valorosos de cada grupo (Kocoum e Tsu'Tey, respectivamente)... E antes que algum apressadinho tente debilmente defender o "trabalho" de Cameron dizendo que ele idealizou a história em 1994 enquanto Pocahontas é de 1995, deixo um recado: "Pocahontas" é baseado numa história real, de uma índia de verdade que, durante a colonização americana se apaixonou por um John Smith (ou Jake Sully?) de verdade.
Ou seja: durante 15 anos James Cameron idealizou um plágio, caceta! As tramas são tão parecidas que eu esperava que Neytiri entoasse, a qualquer momento, "As cores do vento". Sério. Até a árvore dos ancestrais, presente na versão da Disney da história, Cameron acrescentou!

Ok, mas ignoremos isso. Afinal de contas, não é isso que a gente diz? "Vamos ignorar que a linha geral (e alguns detalhes) são iguais e vamos nos concentrar nos detalhes que fazem a diferença"? Beleuza. O problema é que aqui também James Cameron mostra que passou 15 anos tirando meleca do nariz, porque não pode ter sido pensando nessa maldita história. Tirando o que
chupetou de Pocahontas, o que "Avatar" tem para mostrar é um emaranhado de clichês bobos e mais do que batidos. Temos o vilão supermalvado e inescrupuloso, na pessoa do coronel Miles Quaritch, temos o salvador prometido, temos os rituais (pró-final feliz)... Tudo está lá, é óbvio quando você vê. Quando citam o Toruk makto você já sabe onde aquilo vai dar, quando citam um importante ritual de mudança, você também sabe quando e onde vai parar. É tudo tão óbvio, clichêzento e previsível que até Michelle Rodriguez foi chamada para fazer o mesmo papel que sempre faz: o de mulher durona, do exército, que peita tudo e é rasa como um pires. Tudo como dantes no quartel de abrantes...
Mas aí pode ser que você apregoe em defesa do filme o fato de que ele tem efeitos visuais esplêndidos, exuberantes e que essa é a marca do filme. Então, faço duas ressalvas. Uma geral e outra específica acerca deste argumento que, pelo que andei lendo, tem sido o mais utilizado. Primeiro, a ressalva geral: o cinema, assim como o teatro e as histórias em quadrinhos também, é a arte de se contar histórias. Simples assim. Pode ser difícil para os mais jovens compreenderem isso, mas os efeitos visuais só têm sentido se auxiliares nessa função de
contar a história, oras! E me desculpe quem gostou, mas a história de "Avatar" é um fiasco e, se prender meramente aos efeitos é optar por uma "masturbação visual" sem sentido. Se só bons efeitos são o suficiente para se "louvar" um filme, vamos ter invertido toda a coisa, será a lingüiça mordendo o cachorro: de repente "Transformers" de Michael Bay acaba sendo melhor do que "12 homens e uma sentença", por exemplo, o que não é, nunca foi ou será verdade. Você gosta mais de efeitos especiais do que de história? Então você está mais para fã do David Coperfield do que de cinema... Em segundo, a ressalva particular aos efeitos visuais em "Avatar": os cenários são lindos? O movimento dos animais é perfeito? Sim e sim. Mas em "Up", da Pixar, também. O que quero dizer com isso? "Avatar" tem tanto CG, mas tanto CG, que a impressão que fica é que você está vendo um filme de animação... A coisa toda é muito mais "Beowulf" do que "Cap. Sky e o mundo do amanhã", por exemplo, onde os efeitos visuais contracenam com os atores. Além disso, há um agravante: o CG é utilizado em animais alienígenas, em plantas alienígenas... Como vou saber se é um bom CG, se não tenho critério de comparação? Um viperwolf tem a textura de um réptil ou de um anfíbio? Difícil dizer. Em outras palavras, se não sei com o que algo deveria se parecer, como posso dizer que ficou parecido? É diferente de um "Jurassic Park" da vida, onde mesmo nunca tendo visto um dinossauro vivo, você imagina como ele deve parecer, diferente do gigante Turok... Ou seja: todo esse CG do filme está a serviço de si mesmo. Particularmente, não surpreende, não emociona, não convence. Uma bobagem. Porém, aqui preciso fazer uma mea culpa: eu vi o filme num cinema comum, sem tela 3D. Me disseram que assistir em 3D é uma experiência mais gratificante mas... eu já custei a agüentar o filme até o final uma vez, quem dirá duas...
Pra fechar, queria citar algumas farofices que James Cameron colocou na "trama", como o Coronel "Michael Felps" Quaritch (aja fôlego pra prender a respiração como esse homem prende!), o exoesqueleto armado de faca (fala sério! É uma armadura mecânica de uns dois quatro metros de altura, que derruba árvores no pisão, que utiliza uma metralhadora gigantesca e... carrega uma faca do Rambo gigante? Ok...), ou o fato de que tudo é conectado em Pandora (sim, imagine que tudo no planeta tem entrada USB e que os na'vi têm saídas USB. O filme diz que é um processo análogo às ligações sinápticas do nosso sistema nervoso), cavalga-se através dessa conexão USB, voa-se através do mesmo processo, compartilha-se emoção, dois tornam-se um dessa maneira mas... Se você está montado num cavalo (direhorse) ou num animal voador (leonopterix) e sua montaria é atingida, você não tem um colapso nervoso nem nada, é como se a sua ligação com o animal não fosse diferente em nada de um humano, seu cavalo e os arreios!
Em resumo, se você ficou com preguiça de ver o review todo, deixo uma pequena equação matemática que explica o que "Avatar" é: some "Pocahontas" (p) a "Matrix" (m), subtraia a originalidade e coesão de roteiro (r) e multiplique por "Transformers" (t). Senhoras e senhores, "Avatar", de James Cameron:
Ou, se você não for bom em matemática, resumo numa nota:
Shyamalan (sim, um dos meus diretores favoritos) faria um filme sobre Avatar (aquele do garotinho careca com uma seta azul na cabeça), mas que não se chamaria "Avatar" porque... James Cameron (Terminator I e II, Titanic) estava realizando um outro filme, uma ficção científica, que já tinha registrado o nome.Por que contei essa história toda? Porque foi assim que esse filme surgiu no meu "campo visual" e, não fosse isso, passaria batido.
Como não passou, como gerou um burburinho pela net, como as pessoas nas ruas estão comentando, como milhões de pessoas (bwahahahaha) vêem comentar comigo sobre o filme, bem, acabei indo ver. Principalmente porque tinha ainda outra história por detrás: a trama de "Avatar" teria surgido na cabeça do Cameron há 15 anos, mas só agora, em 2009, os efeitos visuais estavam avançados o suficiente para realizar o filme.
Bem, deixando de "entretantos" e chegando logo aos "finalmentes", ou seja, ao filme em si: a história de "Avatar" (que Cameron idealizou há 15 anos, 15 anos, frizem bem) conta o seguinte: o planeta Terra está ferrado. Mas os humanos têm tecnologia o suficiente para
E aí, nessa disputa de interesses, surge Jake Sully (Sam Worthington), um ex-mariner que perdeu o movimento das
Isso é a premissa do filme. Uma versão estendida das sinopses dos jornais. Mas há algo que qualquer um apreende vendo o trailer: há uma na'vi guerreira, Neytiri (Zoë Saldaña), por quem Jake vai se apaixonar. Sim, o colonizador, convocado para dizimar os nativos, vai se apaixonar por uma nativa, e pôr a perder toda a sua missão. Sentiu um gosto de "onde já vi isso?". Hum... Deixe-me ver se posso te ajudar:
Sim, senhoras e senhores! O genial James Cameron levou 15 anos para fazer uma versão interplanetária de Pocahontas! E é uma versão tão desavergonhada, que segue até nos pequenos detalhes: Pocahontas e Neytiri são filhas dos respectivos chefes de tribo, são prometidas aos respectivos guerreiros mais valorosos de cada grupo (Kocoum e Tsu'Tey, respectivamente)... E antes que algum apressadinho tente debilmente defender o "trabalho" de Cameron dizendo que ele idealizou a história em 1994 enquanto Pocahontas é de 1995, deixo um recado: "Pocahontas" é baseado numa história real, de uma índia de verdade que, durante a colonização americana se apaixonou por um John Smith (ou Jake Sully?) de verdade.Ou seja: durante 15 anos James Cameron idealizou um plágio, caceta! As tramas são tão parecidas que eu esperava que Neytiri entoasse, a qualquer momento, "As cores do vento". Sério. Até a árvore dos ancestrais, presente na versão da Disney da história, Cameron acrescentou!

Ok, mas ignoremos isso. Afinal de contas, não é isso que a gente diz? "Vamos ignorar que a linha geral (e alguns detalhes) são iguais e vamos nos concentrar nos detalhes que fazem a diferença"? Beleuza. O problema é que aqui também James Cameron mostra que passou 15 anos tirando meleca do nariz, porque não pode ter sido pensando nessa maldita história. Tirando o que
chupetou de Pocahontas, o que "Avatar" tem para mostrar é um emaranhado de clichês bobos e mais do que batidos. Temos o vilão supermalvado e inescrupuloso, na pessoa do coronel Miles Quaritch, temos o salvador prometido, temos os rituais (pró-final feliz)... Tudo está lá, é óbvio quando você vê. Quando citam o Toruk makto você já sabe onde aquilo vai dar, quando citam um importante ritual de mudança, você também sabe quando e onde vai parar. É tudo tão óbvio, clichêzento e previsível que até Michelle Rodriguez foi chamada para fazer o mesmo papel que sempre faz: o de mulher durona, do exército, que peita tudo e é rasa como um pires. Tudo como dantes no quartel de abrantes...Mas aí pode ser que você apregoe em defesa do filme o fato de que ele tem efeitos visuais esplêndidos, exuberantes e que essa é a marca do filme. Então, faço duas ressalvas. Uma geral e outra específica acerca deste argumento que, pelo que andei lendo, tem sido o mais utilizado. Primeiro, a ressalva geral: o cinema, assim como o teatro e as histórias em quadrinhos também, é a arte de se contar histórias. Simples assim. Pode ser difícil para os mais jovens compreenderem isso, mas os efeitos visuais só têm sentido se auxiliares nessa função de
Pra fechar, queria citar algumas farofices que James Cameron colocou na "trama", como o Coronel "Michael Felps" Quaritch (aja fôlego pra prender a respiração como esse homem prende!), o exoesqueleto armado de faca (fala sério! É uma armadura mecânica de uns Em resumo, se você ficou com preguiça de ver o review todo, deixo uma pequena equação matemática que explica o que "Avatar" é: some "Pocahontas" (p) a "Matrix" (m), subtraia a originalidade e coesão de roteiro (r) e multiplique por "Transformers" (t). Senhoras e senhores, "Avatar", de James Cameron:
Av= [(p+m)-r](t)
Ou, se você não for bom em matemática, resumo numa nota:

21 comentários:
não é a primeira vez que Cameron é acusado por plágio:
O primeiro O Exterminador do Futuro foi um grande sucesso, e Cameron se tornou famoso. O autor Harlan Ellison (que escreveu dois episódios do seriado Quinta Dimensão que Cameron apontou como inspirações para o filme) ameaçou um processo, o que o levou a ser creditado nos lançamentos em VHS e DVD. Alguns dizem até que Cameron se inspirou também no trabalho de outro famoso escritor de ficção, Philip K. Dick. Outros dizem que Cameron adaptou a ideia da HQ Dias de um Futuro Esquecido, dos X-Men, que envolve viagem no tempo e um futuro dominado pelos robôs caçadores de mutantes chamados Sentinelas. Já Cameron por diversas vezes declarou que a ideia inicial para o filme lhe surgiu em um pesadelo. Seja qual for a versão real, é consenso que a saga se tornou um fenômeno mundial, gerando continuações, brinquedos, quadrinhos (que serão abordados em outra matéria aqui no HQM) e uma série de TV.
http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=materias&cod_materia=611
Duas ressalvas: 1- se a história de Pocahontas é baseada em fatos reais, como vc afirma que "durante 15 anos James Cameron idealizou um plágio"?? se a história é real, ele se baseou na história e não no filme Pocahontas...seria a mesma coisa dizer que os filmes de 2ª Guerra Mundial são plágios uns dos outros, pois todos contam a história da 2ª Guerra. 2- Cameron nunca negou que seu filme fosse cheio de animação. muito ao contrário, ele próprio afirmou que o filme é composto 60% de animação..portanto "a impressão que fica é que você está vendo um filme de animação" é uma crítica infundada, pois, quem sabe sobre o filme, sabe que ele É essencialmente animação..por fim, vc deve ser um mané que não entende nada de cinema, pois o filme só recebeu elogios até agora..tem suas falhas, claro, mas em geral, é um filmaço..entretenimento de primeira...os alienados (que nesse caso não são na'vi) que nao gostaram do filme me perdoem, mas vcs são realmente uns manés..vão assistir Lua Nova então..
ah, e vamos tirar a prova se o filme é bom ou não nas bilheterias e no Oscar...
DIEGO, vamos com calma, ok? 1) "A Lista de Schindler". É sobre um evento real, não é? Fixado no tempo, localizável cronologicamente, inclusive pelos personagens. Agora, se eu pegar a mesma história (um sujeito do povo opressor se compadece dos oprimidos, usa sua fortuna para salvar condenados, correndo risco de vida). Beleza? E se eu ambientar essa história em Plutão? Ainda será um filme sobre a IIª Guerra? Acho que não, hein? É beeeeem diferente por exemplo de "Romeu+Julieta" de Baz Luhrman (com o Leonardo diCaprio), que desloca a história no tempo mas a indica como adaptação. Coisa que o Cameron não faz em momento algum. Onde, em que material de divulgação Cameron admite que se baseou em Pocahontas para escrever Avatar? Em lugar nenhum. Tentou aquela passada batida, e não colou. Ademais, ele acaba por conduzir a trama aproximando-a do filme disneyniano mais do que da Pocahontas real: até a árvore dos ancestrais está presente.
Segundo ponto: há diferenças (e muitas) entre um filme de animação ("Up") e um filme cheio de animação ("Uma cilada para Roger Rabbit", p.e.). Eu critiquei dizendo que "Avatar" parece pertencer ao primeiro tipo, quando deveria estar mais para o segundo tipo. Coisa que você aparentemente não entendeu, né?
Bilheteria é indicativo de qualidade de alguma coisa? Então Calypso teve ser a melhor banda do mundo. Assim como "Transformers" deve ser o melhor filme. E NÃO são.
"Lua Nova"? "Avatar" é a versão de "Lua Nova" para meninos: ambos estão no mesmo barco, filmes rasos para adolescentes, só variando o gênero desses adolescentes...
E outra, uma questão que vc me incitou: no Oscar "Avatar" vai concorrer a "melhor filme" ou "melhor filme de animação"? E quer valer uma aposta? James Cameron eva pra casa a estatueta de melhores efeitos digitais. E só. Nada mais que isso, se bobear, nem outras indicações recebe. Escreve aí.
pois eu aposto em, no mínimo, sete estatuetas... acredito que leve de melhor filme (seria uma evolução pra Hollywood, enfim, reconhecer um filme "cheio de animação" como um filme - o que seria mais que justo)..acho que leva trilha sonora, efeitos visuais, e, inclusive, melhor diretor, entre outros..eu não sou adolescente (raça chata que assiste lua nova que é uma porcaria) e gostei muito do filme, tanto é que dp do cinema já assisti em casa (TS) e vou ao cinema pela 2ª vez..a história é cheia de clichês, ok, mas a partir dos 15, 20 minutos iniciais, o filme te puxa pra dentro e não te permite sair mais..causa uma grande imersão, inclusive na história, e não só no visual..
qto ao que vc disse citando "a lista de schindler", ok, se fosse filme de 2ª guerra passado em plutão nao seria a mesma coisa,mas no caso, cameron fez com que a história (pocahontas real, nao a do desenho) se tornasse factível, utilizando um povo alienígena...o fato é, se ele se baseou na história real, não seria necessário que ele colocasse nos creditos que foi baseada em fatos reais, até pq ficaria estranho né...e, se ele se baseou no desenho, ninguém nunca saberá, haja visto que existe a história real para que ele use de escape.. pensa aqui comigo: se cameron fizesse então um filme passado em pandora, com um ditador que queria dominar tudo por meio de guerras, causando um holocausto, dizimando etnias "azuis", etc, ele teria plagiado a lista de schindler?? ou ele estaria se baseando na 2ª guerra daqui, para falar de uma guerra lá??
bilheteria não indica que filme seja melhor ou pior, mas os filmes do cameron têm um diferencial: eles ganham muita bilheteria através do boca-a-boca..um assiste e gosta e fala pro outro que assiste e gosta e fala pro outro....pois um filme que nao é adaptação, nem é sequencia, não é facil conseguir publico..da uma olhada nas maiores bilheterias, principalmente as de uns 10 anos pra ca..qdo nao e adaptação, e sequencia..ou entao sequencia de adapatação...e esse é o diferencial dos filmes do cameron..um ve, gosta e faz propaganda positiva..vc vai ver, rapidinho vai passar US$ 1 bilhão..
Droga... escrevi um comentário imenso que foi perdido porque há dias o blogger vem apresentando problemas.
Sem saco para escrever tudo de novo, vamos em tópicos, Diego:
1)Oscar: Melhor filme e melhor diretor para "Avatar"? Piada! Aposto como não é nem indicado, e quero morrer frango de macumba se levar alguma dessas categorias. "Efeitos visuais", "Efeitos sonoros" e "Mixagem de som" já é muito para essa "obra" do Cameron. Uma evolução para Hollywood? Seria se "Wall.E" tivesse sido indicado (pelo menos!) a melhor filme ano passado. O longa da PiXar é muito mais digno da estatueta do que a versão interplanetária de Pocahontas cometida pelo Cameron.
2) Pocahontas, Lista de Schindler, IIª Guerra: Você quer me fazer rir quando diz que James Cameron fez a história real de Pocahontas ficar factível quando a recontou (sem créditos) com smurfs superdesenvolvidos, né? Outro ponto, outro gracejo: "com um ditador que queria dominar tudo por meio de guerras, causando um holocausto, dizimando etnias "azuis", etc, ele teria plagiado a lista de schindler?" essa sua sinopse não descreve "A lista de Schindler". Não como um filme em particular, mas como um pano de fundo, uma premissa. Com isso aí que você disse, não tenho condição de saber se vc está falando de "Bastardos Inglórios", "A Queda" ou "A Lista de Schindler". São três filmes diferentes, mas aos quais a sua descrição serve igualmente. Cameron não copiou Pocahontas no geral, no pano de fundo (colonização de uma nova terra por um grupo de estrangeiros coloca-os em choque contra os nativos - serve tanto para "Pocahontas" quanto para "Caramuru"), mas nas especificidades, no particular. O estrangeiro masculino se apaixona pela nativa feminina e trai seu povo de origem, tomando o partido dos nativos.
3) Bilheteria: Os filmes do Cameron não tem diferencial nenhum. Dos 500 milhões de dólares que "Avatar" custou, apregoa-se por aí que entre 100 e 200mi foi gasto com divulgação. Que boca-a-boca é esse, mermão? Caro, hein? Quer ver as maiores bilheterias da década? "2012", "Up", "Kung Fu Panda", "Hancock" e "Mamma mia": todos com arrecadação superior a 500 milhões, e nenhum deles é adaptação ou continuação de nada.
Concordo com o Lucas em todos os pontos referêntes a narrativa, e tenho apenas uma resalva - que foi pontuada por ele no post - referênte aos CGI do filme.
Mas vamos por partes. Realmente, Avatar é um péssimo filme no geral, principalmente na questão de narrativa e roteiro. Toda a base do filme é de Pocahontas. Além disso, essa fórmula pode ser vista em outros inúmeros filmes que pegam esta premissa. É um cliché Hollywoodiano.
Sobre os efeitos. Visto normalmente, realmente não deve em nada às animações da Pixar. No entanto meu caro amigo, Avatar realmente foi concebido para ser um filme visto com a nova tecnologia 3D.
Ao contrário das animações que vimos até então, Avatar foi concebido para ser nesse formato. O 3D dele consegue abarcar detalhes como "espalhamento" de luz, partículas, uma noção de profundidade absurda, etc. Isso é o que faz Avatar ser "revolucionário".
Tanto que TODOS OS MILHÕES gastos em divulgação - sim Diego, uma superprodução dessas não foi no boca a boca. Tem no mínimo 5 anos que Avatar gera buzz de divulgação pensada e comprada - foram focados na revolução tecnologica que o mesmo prometia.
Tenho resalvas sobre o seu comentário Lucas, do visual. No cinema principalmente. Tudo bem que a função é contar a historia. Mas o visual tem um peso MUITO grande. Maior que no teatro, e talvez igual ao quadrinho? Não sei. Mas no cinema, o visual, leia isso não apenas como o CGI, mas como enquadramento, exposição, corte,etc. Isso tudo age como narrador e até mesmo como personagem. Não há como sacrificá-lo.
Em suma. Excelentes roteiros podem ser arruinados por uma péssima direção, ou uma direção de arte falha.
MAS, concordando com vc, um péssimo roteiro dificilmente consegue ser salvo por um bom trabalho de direção e visual. Só acho q da forma que você colocou, vc subjulgou demais esse aspecto ;)!
Pra fechar. O Oscar.
Cara... a academia NUNCA foi e NUNCA será uma forma de avaliar se um filme é bom o ruim. Pelo menos não efetivamente. Querem a prova, pesquisem como foi eleitos os filmes.
A acadêmia é uma premiação de cadeia produtiva, mas voltada especialmente para mercado. Logo, foi bem de bilheteria, tem boas chances. Isso não quer dizer que de vez enquando eles acertem a mão. Muito pelo contrário, muitos filmes que a alguns anos atrás não seriam mencionados, estão ganhando. MAS, isso se deve a uma predisposição do mercado de absorver filmes de conteúdos mais Cults.
Pra mim, Avatar deve ficar na parte mais técnica mesmo, como Lucas mesmo falou. As vezes uma nomeação em categoria mais de peso. As vezes um melhor filme (pq o povo foca em mercado), MAS levar ele, nunca.
É isso aí.
Ainda tô pra escrever meu review de Avatar. Mas gira em torno do que o Lucas colocou. No máximo 2/5, com um bônus de + 1 se for 3D.
O Craviée (ou Elfo) falou muito bem, e eu só tenho uma ressalva (eitcha palavra que foi usada neste post), que é quase uma nota de culpa. De fato meu texto ficou parecendo, à uma primeira vista, que eu valorizo mais a história do que a forma como ela é mostrada na tela grande. Ainda que isso seja verdade de alguma forma (ou seja, eu privilegio a história em si sobre a "imagem" da história), é evidente que o papel que ela (a imagem) ocupa no cinema é fundamental e de destaque. Mas não acho que é o principal. Um bom diretor faz uma história até simples tornar-se uma grande história, como "12 homens e uma sentença", que eu citei ou até um mais óbvio, como "Cidadão Kane": uma biografia simples, cuja genialidade da direção fez ser um dos maiores filmes do cinema.
A minha grande crítica, que deve ter feito parecer que desprezo completamente o aspecto visual da coisa, é que em "Avatar" o CGI só existe para gerar mais CGI e a história é secundária a isso. Eu prego (e penso) o contrário: uma boa direção, um bom trabalho técnico visual ou sonoro deve servir para engrandecer a história.
Isso acontece em "Avatar"? Nem de longe. Nem de longe mesmo.
O texto de lucas Ed está muito bom. ele acertou em praticamente tudo que disse. Avatar foi subestimado e não é essas coissas toda. A única parte negativa no texto do lucas é a forma arrogante com q ele escreve. como se fosse a única voz. A verdade absoluta. Ele escreve com a mesma prepotência q o s caras do omelete escrevem, negligenciando a inteligência do leitor e do espectador comum. Parece uma velha de 100 anos reclamando com um joanete. Os posntos apontados foram certos, só faltou uma escolha de palavras e menos arrogância para esc rever o texto.
Joana, eu só posso agradecer. Agradecer pelo elogio e pela crítica, sincera e madura que você fez ao meu texto. Muito obrigado.
Depois de seu comentário, reli o que escrevi e, ainda que não o ache tão arrogante quanto você aponta, vejo as razões dessa sua impressão. E acho que isso se deu porque eu tenho imensa dificuldade de me conter quando vejo que um material ruim vem sendo incensado (injustamente) por aí. Fico com aquela impressão: "meu deus, será que só eu estou vendo que se trata de uma porcaria?" E aí você aponta muito bem que ao escrever, estou parecendo ser o detentor dA voz da razão. Talvez isso tenha acontecido porque foi um sentimento de ser o único que enxerga que fez surgir esse texto.
O mesmo aconteceu, por exemplo, quando critiquei aqui no Continuum os gibis da Turma da Mônica Jovem.
Pra fechar, veja isso aqui: http://judao.mtv.uol.com.br/cinema/avatar/
Frente a uns lances destes, eu não consigo me imaginar como algo diferente da voz que clama no deserto...
Parabéns ao Lucas. Concordo inteiramente: "Avatar" é uma montanha de clichês e a maneira como vem sendo endeusado mostra o quanto, no cinema de hoje, a forma vale mais que o conteúdo.
Basta ter visual 3D pra todo mundo ficar babando... mesmo que história e personagens sejam 2D, isto é, sem nenhuma profundidade. Deprimente.
Bom, pra começar: eita post polêmico!kkkkkkk
Concordo com você quando fala do filme recheado de clichês. São muitos... Muitos mesmo. O CGI e os animais de Pandora: não temos como comparar! Também acho.
Entretanto, sua matéria deu a entender que o romance de Neytiri e Jake é o foco principal do filme! Em Pocahontas é o romance, sim. Em Avatar, não! Claro; é óbvio que exatamente no momento em que você vai comprar seu ingresso já sabe que vai rolar um LOVE entre os dois, porém isso não é nem de longe a história do filme!
Tá legal, tem a "árvorezona", os nativos, os exploradores e o cara que se apaixona. Mas a história contada é outra: fala de exploração dos mais fracos e de como é fácil odiar a raça humana.
Bom, acredito que se você tiver a paciência de assistir Avatar outra vez (uahauhauah) com outros olhos e mente aberta, conseguirá captar uma bela história (nada incrívelmente magnífico, confesso, porém belo).
E tenho que concordar com a Joana, sua maneira de expor opinião foi arrogante. Não sou um fanático por Avatar mas, quando li, fiquei até com raiva! kkkkkkk
abraço
adorei o blog!
Concordo com tudo... eita, como um filme pode trazer tanta coisa a tona, e ainda mais um filme tão inutil. acho que a palavra seria essa. NAo que eu nao tenha gostado, para mim foi muito legal ver, acho que a questao do plagio... meu hoje em dia se copia tudo, vamos ser sinceros e o james cameron nunca foi de fazer grandes roteiros, acho que o mais diferente foi o segredo do Abismo, e mesmo assim nao é tao interessante. O negocio dele é gastar dinheiro com efeitos especiais (e muito dinheiro). Mas mesmo seno animação percebemos um grande desenvolvimento técnico. MAs assistir em 3d também nao deixa a experiÊncia algo de outro mundo. Alias até causa cansaço na vista. O filme ganha mesmo no fato de Camaron ser um ótimo diretor de ação e ótimo em construção de imagem, fazendo o filme nao ficar confuso e corrido como transformers ou até mesmo cavaleiro das trevas. Mas nao sejamos tao radicais, este filme nunca ganharia os Oscars que realmente importam, só de efeitos ou animação, sei lá. MAs também nao é um péssimo filme só mais um blockbuster pra divertir as pessoas, temos que saber diferenciar estes filmes de outros e ninguem vive só de seriedade. VAmos nos divertir. nao caiamos em qualquer dos estremos. Ele nao copiou nada só fez o mais do mesmo que já é feito tanto tempo no cinema. O de semrpe. O que decepicionou de verdade foi o fatgo de que tudo que foi dito sobre o filme nao passava de marketing para fazer dinheiro pois nao é nada de mais. Se é para falar de Blockbuster ai nda sou mais o Senhor dos anéis. Para todos os "efeitos"
só uma coisa a dizer, o que é o mesmo sobre tudo o que vc faz, diz ou escreve: CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAATOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO...
E eu achando que o meu maior fã não ia dar as caras...
Quanta ilusão...
Vão todos me desculpar, mas achei o comentário do Caio Capri o mais acertado de todos.
E ainda tem a imersão. Eu posso não ser crítico de cinema, nem cinéfilo, mas eu desgrudei da cadeira e voltei a mim umas 5 vezes no filme inteiro, no máximo. Foram as horas mais rápidas da minha vida.
Antes de recomeçar a discussão "história x efeitos", queria somente acrescentar algo. Eu sou jogador de RPG. Tenho experiência, então, com críticas destrutivas, e com explicar o que é o jogo e como se joga. Se eu aprendi algo até hoje com isso é: cada qual joga RPG da forma que se divertir (contanto que isso não contrarie o bom senso e a ética, obviamente...). Se a pessoa quer interpretar um personagem, matar monstros ou só ficar traçando planos sobre planos, e isso a diverte jogando, ótimo! Quando eu li essa opinião de (me desculpe se parecerá ofensivo) "o cinema serve para contar histórias", lembrei-me desse eterno problema do RPG. Ele também foi designado originalmente para contar histórias, mas é um jogo, uma diversão, e a pessoa se diverte como achar melhor. Então, não vejo problema algum nesse tipo de filme (que aliás eu adorei), assim como não vejo problema algum você não gostar, contanto que haja respeito a opinião alheia.
Espero ter conseguido contribuir na discussão. =D
Grande abraço!
Xará, eu gostei do filme...
Concordo em partes com você...
Mas, o filme me fez lembrar muito mais de evangelion (animê japonês) do que pocahontas por exemplo...
Levi, desculpa cara, mas entre o RPG e o cinema existe uma distância abissal. Eu também fui um jogador de RPG (olha aí no blog, os textos sobre o assunto antes da sua entrada são todos meus). Joguei por uns quase dez anos.
Mas existem pelo menos duas diferenças muito grandes entre uma coisa e outra que devem ser ressaltadas. Talvez três.
A primeira, pode parecer que menospreza o RPG (e não é o caso), mas o cinema é uma forma de arte. O RPG, por sua vez, um jogo. Como arte, o cinema tem em si definições e pontos que o diferenciam das outras formas de arte, sendo que o mesmo se dá entre o RPG e os outros jogos. Ou seja, só podemos fazê-los caminhar juntos quando comparamo-os no geral.
Uma forma de arte precisa ser definida para distanciar-se das outras, e um show pirotécnico, de luzes e sons não é cinema: é um show pirotécnico com luzes e sons.
E aí passamos para outra diferenciação, já embutida na primeira: enquanto o RPG (que é um jogo de interpretação de papéis, lembremos) destina ao participante (o jogador) um papel não só ativo como fundamental e principal, o mesmo não acontece com o cinema. Ou seja: no RPG, o jogador não só pode como é convidado a fazer a coisa do seu jeito. Se ele não o faz, tudo perde o sentido. O mesmo não acontece no cinema.
Por fim, uma diferença angular aqui no nosso caso: RPG não é financiado. "Avatar" serve e vende os interesses de "alguém". Se temos isso em mente, fica claro que a gente não pode passivamente dizer que: "toda forma de amor vale a pena" e só. Com o RPG, cada grupo faz seu jogo. Se vc é um "pilhar e destruir" e seu grupo te aceita assim, beleza. Agora, se vc assiste um "Invasões Bárbaras" e diz que é só entretenimento, basta divertir, beleza. Mas vc está fazendo perdendo uma parte importante da coisa toda...
Ô xará, nessa relação "Evangelion" ou "Pocahontas", não posso dizer. Nunca vi, li ou coisa que o valha "Evangelion", então...
Fico com "Pocahontas" mesmo...
Pelo amor de Deus... Se entende tanto de cinema meu caro amigo. Está perdendo tempo criticando este filme.
Plágio?... Histórias são como música meu caro, uma música tem um fundo.. uma base e q muitas.. mas muitas mesmo seguem um padrão devido ao gosto do público, ao bom senso e ate mesmo ao "final feliz" q vc se refere. Avatar é um grande passo para os filmes q virão daqui pra frente, um marco como Titanic.. É claro q um grande entendedor de cinema como o Sr. sabe disso. Concordo com alguem q comentou q Cameron afirmou Avatar é um filme com maior parte de efeitos, isso faz do seu comentário sobre o filme "parecer" uma animação, pois ele é, e vc foi ao cinema para ver já sabendo disso.
Oscars são pura política, o ator q tiver mais influente ganha, por isso q atores como Will Smith ainda n chegaram lá, atores q tentam chegar lá sem uma boa campanha simplesmente n chegam, fora algumas aberrações das telas como Meryl Streep (Doubt) q nasceu pra atuar.
Bom em resumo respeito seu animo p/ ecrever sobre oq vc acha interessante. E não tem como duvidar da sua inteligencia, pois realmente dá muito mais oq falar quando se ve uma crítica ao filme Avatar do q quando se fala bem.
Um filme bem gravado/ criado, ótimo diretor, história com excelente roteiro, efeitos únicos q faz quem ver querer estar um dia em um lugar parecido com Pandora, enfim um filme q mantem o respeito q Hollywood tem por James Cameron.
Enquanto isso gostaria de ver oq tem a dizer a respeito de outros filmes.. seria divertido... primeiramente.. Doubt, Terminator Salvation, 2012 e rsrs assiste Zoombieland.. pode te descontrair...
Oi Lucas, sou eu o Flaid.
Bom, apesar da história plagiada e clichezenta eu gostei bastante do filme. Achei um bom entretenimento, nada mais nada menos. E tbm. achei que foi uma boa crítica apesar de muito "ácida" como todas as outras suas. Abraços. XD
Lucas, cara, eu concordo contigo que existe uma diferença abissal entre o RPG e o cinema. Como toda certeza existe, e eu nunca disse o contrário. Somente fiz uma comparação, que reafirmo válida, cara. Você diz que o cinema é uma forma de arte, mas nem vou entrar nesse mérito, pois a minha concepção de arte é algo que, como os antigos costumavam dizer, eleva a alma, e não uma forma de contar histórias. Uma forma de contar histórias (interpretando personagens), para mim, é o RPG. Assim, para mim, todas as nossas formas de "arte" raramente o são.
Assim, concordo com a parte do show pirotécnico, o que só reforça minha opinião.
Concordo com sua segunda colocação também, mas ainda vejo uma semelhança. Você fez sua diferenciação no fato de o RPG ser ativo e o cinema, passivo. Estou correto? A meu ver, e aí concordo com algo que o nilton disse, você escolhe ou não ir ao cinema, correto? Assim, ele não é assim tão passivo, concorda? De qualquer forma, o fato de você escolher suas ações em um jogo e ter de assistir a um filme sem poder modificá-lo ainda não invalida minha comparação. Da mesma forma que uma pessoa pode pintar um quadro para sobreviver ou para fazer arte em si, e elevar as pessoas, uma pessoa pode jogar RPG para diversos propósitos, e pode-se ter filmes com diversos propósitos. Continuo minha comparação, pois aqui está sempre sendo dito "tal filme é bom, tal não é" baseado em algo, correto? Qual é esse algo? É ser arte ou ter um roteiro bem trabalhado e envolvente? É ter atores espetaculares ou um clímax de tirar o fôlego? As pessoas podem pensar diferentemente, e aquela que prefere o clímax pode criticar um filme com boas atuações, mas sem clímax, assim como um RPGista destruidor-de-monstros via criticar o ator. Não é porque são gêneros diferentes que a comparação é inválida.
A terceira foi sobre o financiamento. Concordo completamente que algo financiado deve ser vendável, e isso é uma grande problema do nosso capitalismo atual, concorda? Se for assim, você não está criticando o filme em si, e sim seus produtores e o próprio sistema cinematográfico como um todo. Se for este o caso, concordo plenamente contigo.
Desculpa se estou reativando uma discussão "morta", mas passei algum tempo sem ver e achei por bem responder.
Abraços. =D
Postar um comentário